Os clientes do Bank of America continuam reduzindo a exposição a ações individuais nos Estados Unidos, mas, ao mesmo tempo, seguem direcionando recursos para fundos negociados em bolsa, os ETFs. Os dados mais recentes de fluxo do banco mostram que o movimento de venda de papéis individuais chegou à segunda semana consecutiva.
Na semana mais recente, os clientes do BofA retiraram cerca de US$ 11 bilhões de ações individuais. O valor representa a terceira maior saída semanal registrada pelo banco desde o início da série histórica, em 2008. Na direção oposta, os ETFs de ações receberam US$ 3,2 bilhões, ampliando para 15 semanas seguidas o período de entradas nessa categoria.
O comportamento indica uma mudança na forma como parte dos investidores está se posicionando no mercado. Em vez de abandonar completamente a renda variável, os clientes parecem preferir produtos mais diversificados, que permitem acompanhar determinados índices, setores ou estratégias sem concentrar o investimento em uma única empresa.
Entre os setores, as vendas de ações foram amplas, atingindo nove dos 11 segmentos do S&P 500. A tecnologia registrou uma das maiores saídas, enquanto materiais e imobiliário receberam novos recursos. Nos ETFs, os fundos de saúde estiveram entre os principais destinos dos investimentos, enquanto os ETFs de tecnologia registraram as maiores retiradas.
O movimento acontece em um momento de maior cautela em Wall Street, com investidores avaliando os níveis elevados das bolsas e os efeitos das taxas de juros e dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano. O próprio Bank of America vem alertando para sinais de valorização excessiva em partes do mercado e defendendo uma postura mais seletiva na alocação de recursos.






