O Conselho de Administração da Gerdau (GGBR4) aprovou um novo programa de recompra de até 63 milhões de ações preferenciais, representando aproximadamente 5% das ações preferenciais (GGBR4) e/ou de ADRs lastreados em ações preferenciais (GGB) em circulação e até 1.500.000 de ações ordinárias, representando aproximadamente 10% das ações ordinárias (GGBR3) em circulação.
O programa começará a valer a partir de amanhã, 22 de janeiro de 2025, com prazo máximo de 12 meses, ou seja, até 22 de janeiro de 2026.
A companhia também aprovou o cancelamento de 1.093.011 ações ordinárias (GGBR3) e de 25 milhões de ações preferenciais (GGBR4) de emissão da companhia. Em decorrência deste cancelamento de ações, o capital social da companhia passou a ser dividido em 718.863.819 ações ordinárias e 1.333.848.730 ações preferenciais, sem valor nominal.
Para que serve a recompra de ações?
Existem diversos motivos que levam uma empresa como a Gerdau a aprovar um programa de recompras como esse. Entre eles, estão:
- A empresa acredita que suas ações estão baratas ou mal avaliadas pelo mercado;
- A companhia precisa distribuir ações aos executivos como bônus e não quer emitir novos papéis;
- Ela quer gerar valor ao acionista que continua em sua base, apesar da instabilidade do mercado.
Isso porque a recompra é uma das maneiras que uma empresa pode escolher para dar retorno para o seu investidor.
É diferente da distribuição de proventos, por exemplo, que proporciona retorno por meio do pagamento de dividendos e JCP. Caso a empresa opte por cancelar as ações recompradas, o acionista ganha por ficar com uma participação proporcionalmente maior.
Por outro lado, a recompra de ações faz com que os papéis percam liquidez na bolsa, uma vez que menos ações são negociadas.
O cenário atual da Gerdau (GGBR4)
O sol tem brilhado para os negócios da Gerdau nos últimos meses. A companhia tem investido pesado em novos projetos, seja na construção de parques de energia solar, ou na compra do controle total da Gerdau Summit, joint venture voltada ao fornecimento de peças para a geração de energia eólica.
No terceiro trimestre de 2024, a Gerdau também registrou um balanço mais forte que o esperado. A companhia reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,432 bilhão, valor 10% inferior ao reportado no mesmo período de 2023 — mas em linha com o esperado.
Já o lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado totalizou R$ 3,016 bilhões no 3T24, um recuo de 10% em relação ao 3T23.
Além disso, a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos é outro fator por trás da performance positiva dos papéis nos últimos meses e que deve beneficiar a companhia.
Antes da posse, Trump afirmou que pretendia fortalecer o mercado interno, o que poderia elevar as tarifas de importação e reduzir as negociações indiretas de aço. Impostos mais baixos e o real mais fraco frente ao dólar tendem a ser positivos para a Gerdau.





