O Ibovespa encerrou o pregão desta última terça-feira (22) em alta de 0,44%, aos 187.422,92 pontos, após uma sessão marcada por oscilações e pela ausência de um direcionamento único nos mercados. O índice chegou a operar em queda de 0,8% durante a manhã, mas recuperou terreno ao longo do dia, apoiado principalmente pela valorização das ações da Petrobras.
Os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) avançaram 0,73%, enquanto as ações ordinárias (PETR3) subiram 0,61%. A companhia havia iniciado o pregão em queda, acompanhando a desvalorização do petróleo no mercado internacional, mas conseguiu inverter o movimento ao longo da sessão e terminou como um dos principais suportes do índice.
A Vale também contribuiu para a recuperação do Ibovespa. As ações da mineradora ganharam 0,39%, mesmo diante da queda dos preços do minério de ferro no exterior. O movimento ajudou a compensar parte da pressão exercida por empresas financeiras, com Banco do Brasil recuando 1,39% e as units do Santander caindo 0,60%.
No ambiente doméstico, os investidores repercutiram a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira. O documento detalhou os motivos que levaram o Banco Central a reduzir a Selic de 14% para 13,75% ao ano e trouxe indicações de que os próximos passos da política monetária dependerão da evolução dos dados econômicos.
A divulgação da ata contribuiu para manter os juros futuros no radar dos investidores. Parte do mercado interpretou a comunicação do Banco Central como compatível com a continuidade do processo de flexibilização monetária, embora as autoridades tenham destacado as incertezas presentes no cenário econômico.
Outro fator observado durante o pregão foi a queda do petróleo. O Brent chegou a recuar quase 3%, para a faixa de US$ 97,44 por barril, diante de sinais de que rotas estratégicas de transporte de petróleo no Oriente Médio poderiam ser reabertas. A possibilidade de uma redução das restrições no Estreito de Ormuz ajudou a aliviar parte dos temores relacionados à oferta global da commodity.
Apesar da pressão exercida pelo petróleo sobre as ações ligadas à commodity, Petrobras apresentou comportamento diferente e terminou o dia no campo positivo. O movimento ocorre enquanto os papéis da estatal permanecem próximos de máximas recentes, após forte valorização acumulada nos últimos meses.
Entre as maiores altas do Ibovespa, Hypera avançou 3,61%, enquanto Suzano ganhou 2,81%, após a companhia anunciar um reajuste nos preços da celulose. Na ponta negativa, Vivara recuou 4,58% e Cury caiu 2,44%, limitando parte do avanço do índice.
No exterior, o comportamento das bolsas também foi misto. O Nasdaq renovou máximas de fechamento e intradiárias, enquanto o Dow Jones terminou a sessão em baixa. Esse ambiente contribuiu para uma dinâmica mais seletiva entre os ativos brasileiros, sem um movimento generalizado de busca por risco.
Ao final do pregão, o volume financeiro do Ibovespa somou R$ 22,5 bilhões. A recuperação do índice ao longo do dia mostrou a atuação de diferentes forças sobre os preços, com investidores dividindo a atenção entre a política monetária doméstica, o cenário internacional, as commodities e os fatores corporativos.
Com isso, o mercado brasileiro terminou o dia em alta, mas em uma sessão de pouca convergência entre os principais ativos. A força das ações da Petrobras e de algumas empresas de grande peso no índice ajudou o Ibovespa a superar a pressão inicial e voltar à região dos 187 mil pontos.






