O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (7) em baixa de 0,72%, aos 204.348 pontos, em uma sessão marcada pela realização de lucros e pela piora do ambiente externo. O movimento ocorre após a forte valorização registrada no início da semana, quando o mercado reagiu ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais.
No câmbio, o dólar à vista avançou 0,83% e fechou a R$ 5,0156, voltando a ficar acima da marca de R$ 5. Na terça-feira, a moeda havia encerrado o dia a R$ 4,9745, no menor nível em quase cinco meses. A alta desta quarta acompanhou o fortalecimento do dólar frente a outras moedas de países emergentes.
O ambiente internacional pesou sobre os ativos brasileiros. Nos Estados Unidos, os investidores repercutiram a ata da última reunião do Federal Reserve, que mostrou divergências entre os dirigentes sobre a necessidade de manter uma política monetária mais restritiva diante das pressões sobre os preços de energia e da inflação. Os principais índices de Wall Street também terminaram o dia em baixa.
A alta do petróleo também esteve no radar dos investidores. O WTI chegou a superar US$ 100 por barril durante a sessão, em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio e às preocupações com possíveis impactos sobre a oferta global da commodity.
Entre as principais ações do Ibovespa, Vale recuou mais de 2%, enquanto Itaú Unibanco caiu 2,66%, acompanhando a pressão sobre os bancos. Na contramão, Petrobras avançou, com alta de 0,95% nas ações preferenciais e de 1,25% nas ordinárias, após o leilão de áreas do pré-sal realizado nesta quarta-feira.
Apesar da correção, o Ibovespa permaneceu acima dos 200 mil pontos. O mercado segue dividido entre os desdobramentos do segundo turno das eleições e os fatores externos, especialmente a trajetória dos juros americanos, do dólar e dos preços do petróleo.






