As bolsas de Nova York encerraram a última segunda-feira (12) com desempenhos distintos, enquanto investidores acompanharam a alta dos preços do petróleo, os desdobramentos geopolíticos e as expectativas para a temporada de resultados corporativos e os indicadores de inflação dos Estados Unidos. O S&P 500 permaneceu próximo de sua máxima histórica, mas o avanço dos custos de energia aumentou as preocupações com a inflação e com a trajetória dos juros americanos.
O Dow Jones Industrial Average subiu 0,38%, aos 51.850,55 pontos. Na direção oposta, o S&P 500 recuou 0,06%, para 7.807,24 pontos, enquanto o Nasdaq Composite caiu 0,44%, aos 27.245,90 pontos. A queda das ações de tecnologia e de empresas de consumo pressionou os índices, apesar dos ganhos registrados em setores defensivos e de energia.
O petróleo foi um dos principais fatores de influência sobre os negócios. O barril do Brent avançou 1,8%, para US$ 106,65, após ataques ao aeroporto internacional de Riad, na Arábia Saudita, aumentarem as preocupações com a segurança energética. A cotação chegou a ser pressionada por notícias sobre possíveis medidas para ampliar a oferta de combustíveis, mas os riscos geopolíticos continuaram no radar dos investidores.
A valorização do petróleo também reacendeu os temores de que a inflação permaneça elevada por mais tempo. O aumento dos custos de energia pode encarecer transportes, produção industrial e outros serviços, dificultando a convergência da inflação americana para a meta do Federal Reserve. Nesse cenário, investidores passaram a avaliar com mais cautela a possibilidade de novas mudanças nos juros.
A temporada de balanços do terceiro trimestre ganha força nesta semana, com a divulgação dos resultados de grandes bancos, incluindo JPMorgan Chase, Citigroup, Wells Fargo e Goldman Sachs. Os números devem oferecer informações sobre a saúde financeira de empresas e consumidores, a demanda por crédito e o desempenho das operações de investimento. Segundo estimativas compiladas pela LSEG, os lucros das empresas do S&P 500 podem crescer 30,6% na comparação anual.
Na agenda econômica, o principal destaque será o Índice de Preços ao Consumidor (CPI), referente a setembro, previsto para quarta-feira (14). Também estão programados dados de preços ao produtor e vendas no varejo. Os indicadores poderão alterar as expectativas sobre as próximas decisões do Federal Reserve, especialmente após autoridades monetárias sinalizarem preocupação com a disseminação das pressões inflacionárias.
Enquanto isso, as ações de energia avançaram com a valorização do petróleo, ao passo que os setores de tecnologia e consumo discricionário registraram perdas. O índice de semicondutores da Filadélfia caiu 2,7%, refletindo a fraqueza dos papéis ligados a chips. A Microsoft, por outro lado, subiu 1,1%, levando seu valor de mercado novamente acima de US$ 4 trilhões.
Com os principais índices ainda próximos de níveis recordes, o mercado entra em uma semana decisiva para avaliar se o crescimento dos lucros corporativos será suficiente para sustentar as bolsas diante das pressões inflacionárias. A combinação entre petróleo mais caro, indicadores econômicos e balanços deverá orientar o comportamento dos investidores nos próximos pregões.






