A balança comercial do México registrou um déficit de US$ 74 milhões em maio, menor do que o previsto por analistas do mercado. O índice mostra também uma melhora no saldo comercial em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Essa melhora foi registrada tanto no comércio de petróleo quanto no de não petrolíferos. Segundo a análise do banco Goldman Sachs, as exportações do setor industrial, especialmente os automóveis, ajudaram a evitar um déficit mais acentuado. Os dados das exportações também são mais uma sinalização de que o país tem se beneficiado do nearshoring, a reorganização que tem levado empresas a se aproximar do mercado consumidor americano.
O total de exportações do país cresceu 5,8% em comparação com o ano anterior, alcançando US$ 52,9 bilhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira (27).
O déficit comercial de US$ 74 milhões em maio é muito menor do que o déficit de US$ 1,5 bilhão de abril e o de US$ 2,3 bilhões do ano anterior.
Empresas rumo ao México
A segunda maior economia da América Latina continua se beneficiando do salto nas vendas de produtos manufaturados – setor responsável por 88,6% das exportações do país em 2023. A maior parte desse salto resulta da venda de peças automotivas para os EUA.
O México tem sido o local de destino preferido por empresas que desejam realocar as operações da China para mais perto dos EUA.






