O dólar chegou ao patamar máximo? Ou 2025 está logo aí, e pode ser que a moeda continue a aumentar de valor? Ou será o real que está se desvalorizando frente à moeda americana? Embora muitos acreditem que a economia do Brasil em dezembro aqueça, principalmente por conta do comércio, são as notícias e os dados econômicos que realmente ditam o panorama para o início do ano.
A agenda econômica em dezembro é bem agitada. Praticamente começamos com a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que, nos dias 10 e 11, se reúne para anunciar a taxa de juros Selic. Atualmente, a taxa está em 11,25% ao ano, e a previsão é que permaneça nesse patamar ou aumente apenas 0,25 pontos-base.
Com a volatilidade cambial no país elevada, é importante ficar atento às reuniões do Federal Reserve, cujas decisões causam impactos significativos e aumentam exponencialmente a volatilidade no nosso mercado. No dia 12, teremos o anúncio da taxa de juros do Banco Central Europeu. As decisões do comitê dependerão, principalmente, das perspectivas de crescimento e da inflação nos países europeus.
O Payroll de dezembro foi divulgado no último dia 6, e o dado veio acima da projeção, o que não é nada positivo para o real. Já enfraquecido pelos problemas fiscais do Brasil, notícias que fortalecem a moeda americana provocam uma maior depreciação da nossa moeda, que alcançou novos patamares, não só em alta, mas também no fechamento diário.
Uma boa notícia, que trouxe um alívio para o nosso índice, foi o resultado da balança comercial de novembro, que registrou um superávit de US$ 7 bilhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Por fim, a volatilidade no mercado de commodities, principalmente petróleo e minério de ferro, foi relevante devido à desaceleração da China. Esse movimento impactou diretamente o real, dado o peso das exportações de commodities na economia brasileira.






