A OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, iniciou conversas preliminares com grandes investidores para uma nova rodada de captação de recursos que poderia elevar sua avaliação para aproximadamente US$ 1,2 trilhão antes de uma eventual abertura de capital, segundo informações do Financial Times. As negociações ainda estão em estágio inicial e o valor estimado pode mudar nos próximos meses.
De acordo com as fontes ouvidas pelo jornal, as discussões teriam sido iniciadas pelos próprios investidores, e não pela companhia. A OpenAI não comentou oficialmente o conteúdo da reportagem.
A possível operação representaria uma valorização expressiva em relação à rodada concluída em março, quando a empresa levantou US$ 122 bilhões em capital comprometido e alcançou uma avaliação de US$ 852 bilhões. O novo movimento reforça o interesse do mercado privado por empresas de inteligência artificial consideradas estratégicas na disputa tecnológica global.
A captação também ocorre em meio à preparação da OpenAI para uma futura oferta pública inicial de ações, conhecida como IPO. No entanto, o presidente-executivo da companhia, Sam Altman, afirmou recentemente que a empresa não pretende abrir capital em 2026. A decisão estaria relacionada, entre outros fatores, às preocupações sobre os riscos de segurança e os impactos do avanço acelerado da inteligência artificial.
Apesar do adiamento, a companhia teria protocolado de forma confidencial documentos preliminares relacionados à oferta pública. Uma nova rodada privada poderia ampliar a capacidade financeira da OpenAI antes da listagem, mas também teria potencial para alterar o calendário do IPO e postergar a liquidez esperada por investidores atuais.
A empresa busca recursos adicionais em um cenário de forte necessidade de capital. O desenvolvimento e o treinamento de modelos avançados exigem investimentos elevados em infraestrutura computacional, chips especializados, centros de dados e energia. Segundo informações repercutidas a partir do Financial Times, os gastos da OpenAI chegaram a cerca de US$ 34 bilhões no ano passado.
Ao mesmo tempo, a companhia tem registrado aceleração na receita anualizada, que teria ultrapassado US$ 40 bilhões após o lançamento de novos produtos e modelos de inteligência artificial. O desempenho comercial é visto como um dos fatores que sustentam o interesse dos investidores, mesmo diante dos custos elevados e das incertezas sobre a rentabilidade de longo prazo.
A movimentação ocorre em meio à intensificação da concorrência com outras empresas do setor, especialmente a Anthropic, desenvolvedora do Claude. A rival também avalia uma possível abertura de capital, aumentando a disputa por investidores e por avaliações bilionárias no mercado de inteligência artificial.
Caso seja concluída, a nova rodada poderá colocar a OpenAI entre as empresas privadas mais valiosas do mundo e demonstrar que a demanda por exposição ao setor de IA continua elevada. Por enquanto, porém, a operação não foi formalizada, e tanto o valor da avaliação quanto o calendário de uma eventual oferta pública permanecem sujeitos a mudanças.






