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China e Índia lideram o uso de energia limpa no mundo, enquanto a tese do SNEL11 ganha destaque no Brasil

Carla Santiago por Carla Santiago
12 de maio de 2026
em ESG
China e Índia lideram o uso de energia limpa no mundo, enquanto a tese do SNEL11 ganha destaque no Brasil

Reprodução

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A geração global de energia a partir de combustíveis fósseis praticamente ficou estagnada em 2025, marcando um dos raros momentos deste século em que o mundo deixou de ampliar a produção baseada em carvão, petróleo e gás natural. China e Índia tiveram papel central nesse movimento.

O movimento reflete o avanço acelerado das fontes renováveis, principalmente solar e eólica, em economias consideradas estratégicas para a transição energética.

Levantamento da Ember mostra que a geração fóssil global registrou leve queda de 0,2% no ano passado, interrompendo uma sequência histórica de crescimento sustentada pela expansão da demanda elétrica mundial.

Segundo o estudo, China e Índia tiveram papel central nesse movimento. Pela primeira vez no século XXI, os dois países reduziram simultaneamente a geração de energia fóssil, impulsionados pela forte expansão da capacidade instalada de fontes renováveis.

Na China, a queda ocorreu em meio ao crescimento recorde da energia solar, que passou a atender parcela relevante da nova demanda elétrica do país. Já na Índia, o avanço combinado da geração solar, eólica e hidrelétrica reduziu a necessidade de expansão da matriz baseada em combustíveis fósseis.

A energia solar, sozinha, respondeu pela maior parte do crescimento líquido do consumo elétrico mundial em 2025.

No Brasil, fundos comoSNEL11avançam com expansão da energia solar

O crescimento global das fontes renováveis também reforça o ambiente para ativos expostos à geração distribuída de energia solar no Brasil, incluindo o SNEL11.

O fundo possui estratégia focada em usinas solares voltadas ao modelo de geração distribuída, segmento que vem ganhando espaço diante da busca por redução de custos energéticos e avanço da transição energética no país.

Recentemente, o SNEL11 anunciou a aquisição de 20 usinas solares distribuídas em diferentes estados, somando 87,5 MWp de capacidade instalada, em um investimento de R$ 436,2 milhões.

Nos últimos 12 meses, o papel acumulou alta de 12,19%. Esse desempenho acompanha o fortalecimento da tese de geração distribuída e a preferência por ativos de renda recorrente no mercado doméstico, fatores que têm sustentado a atratividade de fundos com foco em energia.

O crescimento da base de investidores mostra esse movimento. Entre o fim de 2025 e março de 2026, o número de cotistas avançou de aproximadamente 65 mil para mais de 90 mil, o que representa uma alta de cerca de 38% no período.

Guilherme Barbieri, Head de Infraestrutura da Suno Asset, destaca que o modelo operacional busca previsibilidade semelhante ao setor imobiliário. “O SNEL não vende energia; ele aluga os ativos para consórcios ou consumidores”, afirma. Na prática, a locação dos ativos solares gera receitas recorrentes e reduz parte da volatilidade típica do setor elétrico.

Segundo a Ember, a geração solar mundial segue em trajetória exponencial de crescimento e praticamente dobra a cada três anos, consolidando-se como uma das principais forças da transição energética global.

China: Brasil segue tendência do país asiático

No Brasil, o movimento ocorre em menor escala, mas com dinâmica semelhante. O setor solar já movimentou mais de R$ 300 bilhões desde o início de sua expansão, consolidando-se como uma das principais frentes de investimento em infraestrutura energética.

Além dos aportes, o segmento gerou mais de 2 milhões de empregos e cerca de R$ 96 bilhões em arrecadação tributária, refletindo o impacto econômico da tecnologia.

A expansão também trouxe maior diversificação de modelos de negócio, incluindo geração distribuída, grandes usinas e a entrada crescente de fundos estruturados.

 

Tags: brasilchinaesgIndia

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