A Brava Energia deu mais um passo em sua estratégia de expansão da produção de petróleo com o início das operações do poço PPT-52, localizado no campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos. A entrada em operação, após a autorização ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), representa um avanço na campanha de desenvolvimento da companhia, que busca ampliar a capacidade produtiva de seus ativos offshore.
O novo poço integra um programa de investimentos que contempla quatro perfurações, sendo duas em Papa-Terra, na Bacia de Campos, e outras duas no campo de Atlanta, na Bacia de Santos. A iniciativa faz parte da estratégia da empresa para aumentar a produção e aproveitar a infraestrutura já instalada nas duas áreas.
Novo poço amplia capacidade de produção em Papa-Terra
O PPT-52 é o primeiro dos dois novos poços previstos para Papa-Terra. Em setembro, a Brava concluiu sua perfuração, completação e interligação ao navio-plataforma FPSO 3R-3, responsável pelo processamento e armazenamento do petróleo extraído no campo.
Após a conexão, a companhia realizou testes e procedimentos de comissionamento para verificar o funcionamento dos equipamentos e preparar o sistema para receber a produção adicional.
A entrada em operação do PPT-52 é considerada uma etapa importante para o projeto de revitalização de Papa-Terra, que busca elevar a produtividade do campo e melhorar a utilização da infraestrutura existente.
A produção do novo poço deverá contribuir para o aumento dos volumes extraídos pela Brava, embora o impacto efetivo sobre os resultados dependa da estabilização das operações e do desempenho inicial do reservatório.
Além do PPT-52, a Brava trabalha na preparação do PPT-53, segundo poço da campanha em Papa-Terra. A companhia concluiu a perfuração horizontal, considerada uma das etapas mais delicadas do projeto, e iniciou os procedimentos de completação.
Segundo o diretor de Operações da Brava, Carlos Travassos, os trabalhos seguem dentro do cronograma e do orçamento previstos, apesar de um atraso inicial na chegada da sonda utilizada na campanha.
A expectativa é que os dois novos poços contribuam para ampliar a produção do campo ainda em 2026, fortalecendo a geração de caixa da companhia.
Campanha de expansão também contempla Atlanta
Após a conclusão das atividades de perfuração em Papa-Terra, a sonda Lone Star, operada pela Constellation, deverá ser transferida para o campo de Atlanta, na Bacia de Santos.
Nessa segunda etapa, a Brava pretende perfurar dois novos poços, identificados como ATL-9H e ATL-10H. O início da produção está previsto para o primeiro semestre de 2027.
A campanha integrada permite compartilhar equipamentos e fornecedores entre os projetos, buscando reduzir custos operacionais e melhorar a eficiência dos investimentos.
Expansão pode fortalecer resultados financeiros
A entrada dos novos poços em operação faz parte da estratégia da Brava para compensar o declínio natural da produção dos campos maduros e aumentar sua capacidade de geração de caixa.
No segundo trimestre de 2026, a companhia registrou produção média de 82 mil barris de óleo equivalente por dia, crescimento de 8% em relação ao trimestre anterior. A receita líquida alcançou US$ 712 milhões, enquanto o Ebitda ajustado atingiu US$ 341 milhões.
Com a ampliação das operações em Papa-Terra e Atlanta, a empresa busca elevar os volumes produzidos e diluir os custos associados à infraestrutura offshore.
O mercado deverá acompanhar a estabilização da produção do PPT-52, o avanço das atividades no PPT-53 e o cumprimento do cronograma de perfuração em Atlanta. Esses fatores serão importantes para avaliar os efeitos da campanha sobre os resultados operacionais e financeiros da Brava nos próximos trimestres.





