As bolsas internacionais iniciaram a semana em recuperação nesta segunda-feira (12), apoiadas pelo recuo dos preços do petróleo em parte do pregão e pela expectativa de resultados corporativos positivos. Os investidores também direcionam a atenção para os novos dados de inflação dos Estados Unidos e para o início da temporada de balanços do terceiro trimestre, que podem influenciar as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed).
Na Europa, o índice STOXX 600 avançou 0,6%, impulsionado principalmente pelas ações do setor bancário e de montadoras. Nos Estados Unidos, os contratos futuros do S&P 500 e do Nasdaq registraram altas moderadas, enquanto os investidores avaliavam os desdobramentos das tensões geopolíticas e as oscilações do mercado de energia. Na sexta-feira (9), o S&P 500 havia encerrado a sessão com alta de 0,59%, aos 7.811,54 pontos, próximo de sua máxima histórica.
O petróleo permaneceu no centro das atenções. O barril do Brent chegou a recuar para cerca de US$ 104,37, enquanto o WTI caiu para aproximadamente US$ 91,33. As cotações oscilaram após o anúncio de um cessar-fogo relacionado a instalações energéticas entre Rússia e Ucrânia e de uma proposta envolvendo o fornecimento de diesel russo. Entretanto, ataques a estruturas de transporte e os riscos à navegação no Oriente Médio continuaram alimentando a preocupação com a oferta global de energia.
A agenda econômica dos Estados Unidos terá como principal destaque o Índice de Preços ao Consumidor (CPI), referente a setembro. As projeções apontam alta mensal de 0,6% para a inflação geral, levando a taxa anual a 3,7%. Já o núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, deve subir 0,2% no mês e 2,5% em 12 meses. Os números serão importantes para avaliar se a pressão dos custos energéticos está se espalhando para outros preços da economia.
A temporada de balanços também ganha força nesta semana, com resultados de grandes bancos americanos, entre eles JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Citigroup e Wells Fargo. Bank of America e Morgan Stanley também estão entre as instituições previstas para divulgar seus números. Os investidores vão observar o crescimento das receitas, a concessão de crédito, a inadimplência e as projeções dos executivos para a atividade econômica.
No setor de tecnologia, os resultados da fabricante de chips TSMC, previstos para quinta-feira (15), também estarão no radar. A empresa é considerada um termômetro da demanda global por semicondutores e infraestrutura de inteligência artificial. As estimativas compiladas pela LSEG apontam crescimento superior a 30% nos lucros das empresas do S&P 500 no terceiro trimestre, com boa parte desse avanço concentrada no setor de tecnologia.
Apesar da recuperação das bolsas, o cenário permanece incerto. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano atingiram níveis elevados nas últimas semanas, em meio ao receio de que a inflação persistente leve o Fed a manter os juros altos por mais tempo. Caso os preços desacelerem e os balanços confirmem a força dos lucros corporativos, as ações poderão encontrar suporte; por outro lado, novas pressões inflacionárias e uma escalada dos riscos geopolíticos podem ampliar a volatilidade dos mercados.






