O Pátria está na reta final para levar a gestora de fundos imobiliários do Credit Suisse. A transação ainda não foi assinada, pendente de algumas burocracias, mas o anúncio deve ser feito em questão de dias, apurou o Pipeline.
Está acertada a ida de Augusto Martins, executivo que comanda a Credit Suisse Real Estate desde outubro de 2018, para o Pátria, bem como de toda sua equipe de cerca de 26 pessoas. Há um alinhamento econômico de longo prazo com Martins, apurou o Pipeline.
Esse grupo vai continuar tocando os fundos, numa estrutura sob a vertical de real Estate do Pátria, comandado desde o início do ano por Marcelo Fedak. Nessa vertical, além dos fundos imobiliários próprios do Pátria, ficará também a VBI quando for integrada à plataforma do firma, o que pode acontecer no ano que vem.
O negócio de real estate do Pátria já vem passando por transformações, com o novo comando e essa aquisição de 50% da VBI no ano passado – a gestão foi mantida como independente, sob comando de Roberto Abbud, mas com acordo de comprar a outra metade entre 2024 e 2025.
A transação pela estrutura de FII do CS tem algumas peculiaridades, uma vez que não se trata de um CNPJ independente, mas acoplado à DTVM – não basta vender uma empresa. Além disso, para mudança de gestor, os fundos precisam levar o tema a assembleias e conseguir aprovação por quórum qualificado. Um executivo do setor define como um desafio quase logístico, de garantir 25% dos cotas participando da votação.
Fonte: Pipeline






