Na terça-feira (2), as ações da Sequoia Logística (SEQL3) registraram um aumento de 110%, atingindo o valor de R$ 0,80. Essa movimentação elevou o valor de mercado da empresa para R$ 281,4 milhões, em comparação aos R$ 133,7 milhões do pregão anterior, que foi o último de 2023. No fechamento da última quinta-feira (28), os papéis da empresa estavam cotados a R$ 0,38.
A elevação foi desencadeada pelo anúncio da assinatura de um acordo preliminar entre a Sequoia Logística e os acionistas do Grupo MOVE3 para uma fusão entre as empresas. Caso a fusão seja concretizada, a Sequoia poderá se posicionar como uma das maiores, se não a maior, empresa de entregas do país, ficando atrás apenas dos Correios. Devido à baixa liquidez e à negociação das ações no patamar dos centavos (conhecidas como penny stocks), mesmo variações mínimas podem resultar em significativas mudanças percentuais.
Quando se juntou a B3 em 2020, a empresa teve seu IPO precificado em R$ 12,40. Contudo, desde então, suas ações experimentaram uma significativa queda de 97%. Fatores como o aumento das taxas de juros, desfavoráveis condições no setor varejista, a decisão deliberada de sair do segmento de produtos pesados (linha branca e marrom) e a interrupção das linhas de crédito de risco sacado (após a fraude envolvendo a Americanas) impactaram negativamente o caixa da empresa, conforme ela mesma tem divulgado nos resultados trimestrais.
No terceiro trimestre de 2023, o segmento de encomendas registrou a maior redução de receita em comparação com o período anterior, principalmente devido às restrições no capital de giro. Apesar da queda na receita global, a empresa destaca que mantém sua operação alinhada à estratégia de priorizar contratos e segmentos com margens e rentabilidade mais elevadas.
A fusão entre a Sequoia e a MOVE3 ainda está sujeita à aprovação final de ambas as partes, além de ainda precisar ser avaliada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).






