Alguns dos principais bancos de Wall Street passaram a oferecer alternativas de trabalho remoto ou saída temporária dos Emirados Árabes Unidos a funcionários diante das tensões no Oriente Médio.
Segundo informações divulgadas pela Bloomberg, instituições financeiras como Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup passaram a permitir que parte de suas equipes deixe o país temporariamente.
A medida tem como objetivo aumentar a segurança dos profissionais que atuam na região enquanto continuam os ataques contra o país do Golfo.
De acordo com o relatório, funcionários baseados nos Emirados Árabes Unidos podem se transferir temporariamente para outros países e continuar trabalhando de forma remota.
Dubai e Abu Dhabi em alerta
A decisão ocorre em um momento de maior atenção em cidades como Dubai e Abu Dhabi, que se consolidaram como centros financeiros globais.
Os dois polos atraem bancos internacionais, fundos de investimento e consultorias e funcionam como importantes portas de entrada para negócios no Oriente Médio, África e partes da Ásia.
A consultoria McKinsey & Company também adotou medidas semelhantes diante do cenário de instabilidade.
De acordo com fontes ouvidas pela Bloomberg, a empresa chegou a fretar um voo com destino à Turquia para retirar consultores que estavam fora da região.
Além disso, a companhia passou a permitir que funcionários baseados em Dubai deixem o país caso considerem necessário por questões de segurança.
Mudança pode trazer desafios
Ainda não há informações claras sobre quantos profissionais aceitaram a possibilidade de transferência temporária.
Segundo um dos bancos ouvidos pela Bloomberg, a adesão à medida tem sido limitada até o momento.
Em muitos casos, os profissionais podem continuar trabalhando normalmente a partir de outro país, mas as empresas não oferecem compensação financeira para cobrir os custos da mudança.
Além disso, transferências internacionais, mesmo que temporárias, podem gerar impactos fiscais e exigir autorizações de órgãos reguladores para o exercício da atividade em outro país.
A Bloomberg também informou que algumas empresas locais começaram a oferecer maior flexibilidade aos funcionários, enquanto outras continuam operando normalmente nos Emirados Árabes Unidos.






