As ações europeias registraram alta, impulsionadas principalmente pelo forte desempenho das construtoras britânicas. O movimento ajudou a compensar a pressão exercida pelo avanço dos preços do petróleo e pelos rendimentos elevados dos títulos públicos, que continuam afetando o apetite dos investidores por ativos de risco.
No Reino Unido, as ações da Persimmon, Barratt Redrow, Taylor Wimpey e Vistry chegaram a subir entre 13,5% e 15%. O movimento veio após o governo britânico sinalizar a criação de um novo programa de empréstimos com participação acionária voltado a compradores de imóveis pela primeira vez.
A medida prevê reduzir a entrada exigida para a compra de imóveis de 5% para 2,5%, o que pode ampliar o acesso de consumidores de menor renda ao mercado imobiliário e estimular a construção de novas residências. A expectativa de maior demanda beneficiou diretamente as empresas do setor.
Por outro lado, a alta do petróleo limitou os ganhos nos mercados europeus. O Brent avançou cerca de 3% na sessão, em meio às preocupações com o fornecimento global e às tensões no Oriente Médio. Os rendimentos dos títulos públicos também permaneceram elevados, aumentando os custos de financiamento e pressionando setores mais sensíveis aos juros.
O cenário reforça a divisão entre os diferentes segmentos do mercado europeu: enquanto as construtoras britânicas se beneficiam das perspectivas de estímulo ao setor imobiliário, o petróleo mais caro e os juros elevados continuam representando obstáculos para uma recuperação mais ampla das bolsas






