As bolsas europeias encerraram o pregão de ontem (13) majoritariamente no positivo, mas coladas na estabilidade. O foco dos investidores ficou dividido entre a nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã e o avanço do petróleo ao longo do dia.
Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,01% e fechou aos 10.498,29 pontos. Frankfurt viu o DAX ganhar 0,08%, aos 25.087,18 pontos, enquanto o CAC 40, em Paris, avançou 0,31%, aos 8.364,65 pontos.
Milão acompanhou o movimento: o FTSE MIB ganhou 0,37%, aos 52.809,35 pontos, e o PSI 20, em Lisboa, subiu 0,30%, aos 9.133,82 pontos. A exceção ficou por conta de Madri, onde o Ibex 35 recuou 0,31%, aos 19.325,50 pontos.
Petróleo dispara com tensão no Oriente Médio
O pano de fundo geopolítico ganhou peso com o possível anúncio de cobrança de pedágio para a travessia pelo Estreito de Ormuz, ponto sensível para o transporte de petróleo.
A disparada da commodity puxou o setor de petróleo e gás, que subiu pouco mais de 2%.
Entre as petroleiras, a BP liderou os ganhos, com alta de 4,1%. A Eni avançou 3,3%, a TotalEnergies subiu 2,8% e a Shell ganhou 2,2%.
Defesa, tintas e o recuo da tecnologia
Na contramão do bom humor com a defesa, a Rheinmetall recuou 2,8% em Frankfurt, mesmo após anunciar um contrato de quase 1 bilhão de euros para fornecer sistemas de treinamento ao Exército britânico.
A Akzo Nobel subiu 0,5% depois de confirmar o recebimento de uma oferta de 7,5 bilhões de euros da Nippon Paint por sua divisão de tintas decorativas.
O setor de tecnologia, por outro lado, caiu 0,5%, pressionado também pela forte queda das ações da SK Hynix, na Coreia do Sul. A Infineon recuou 2,9%, a ASM International perdeu 2,1%, a ASML caiu 1,7% e a STMicroelectronics recuou 0,9%.
A aviação também sentiu o avanço do petróleo, com perdas generalizadas. A Wizz Air liderou as quedas, com recuo de 4,2%, seguida pela Lufthansa, que perdeu 3,81%. A Air France-KLM caiu 3,3%, a IAG recuou 2,3% e a Ryanair terminou o dia com queda de 2,2%.
Os investidores também começaram a acompanhar o início da temporada de balanços nos Estados Unidos.






