• Nordeste
  • Meu Dinheiro
  • Economia
  • Investimentos
    • Brasil
    • Exterior
  • Cripto
  • Negócios
  • ESG
  • LOJA
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Nordeste Investing
Sem resultados
Ver todos os resultados
Nordeste Investing
Sem resultados
Ver todos os resultados
Nordeste Investing
Sem resultados
Ver todos os resultados
Início Investimentos

Banco Mundial afirma que arranjo financeiro complexo será necessário para eólicas offshore no Brasil

Sara Rosa por Sara Rosa
21 de julho de 2024
em Investimentos
Banco Mundial afirma que arranjo financeiro complexo será necessário para eólicas offshore no Brasil

Fonte: Além da Energia

74
compartilhamentos
1.2k
visualizações

Para tirar o máximo proveito do enorme potencial dos ventos na costa, o Brasil terá de abraçar a ideia de que as “eólicas offshore são as novas hidrelétricas” – e montar um complexo arranjo financeiro para dar conta dos investimentos necessários.

Essa é uma das conclusões de um estudo encomendado pelo Banco Mundial e entregue ao Ministério de Minas e Energia nesta quarta-feira.

O documento traça três cenários possíveis para o desenvolvimento de uma nova indústria no país, que tem algumas das melhores condições técnicas para a instalação de turbinas de vento em alto-mar.

Em tese, a geração de eletricidade pelas usinas offshore ao longo de todo o litoral poderia chegar a 1.200 GW, mais de 70 vezes a capacidade de Itaipu.

No cenário ambicioso descrito pelos autores, as turbinas no mar seriam responsáveis em 2050 por 19% de toda a matriz elétrica brasileira, garantindo a descarbonização da indústria e a produção de hidrogênio verde para exportação.

Realizar essa visão– que inclui 6.400 turbinas e “upgrades substanciais na infraestrutura e aumento na capacidade de manufatura” – custaria US$ 240 bilhões em despesas de capital.

Seriam instalados 5,3 GW anuais de 2028 até 2050, um ritmo de implementação de usinas marítimas que hoje só é alcançado pela China – embora o setor ainda não tenha atingido a mesma escala global da energia solar, por exemplo.

A contrapartida seria um incremento acumulado de US$ 168 bilhões no PIB e a geração de quase meio milhão de empregos até a metade do século.

O cenário base exposto no documento é muito mais modesto e se baseia no roadmap da Empresa de Pesquisa Energética (EPE): com 4 GW em operação até 2035 e 16 GW em 2050.

“Dada a extensão da costa brasileira, isso representaria uma utilização de apenas 1,2% das áreas potenciais disponíveis”, afirma o relatório.

Com esse ritmo de expansão, escrevem os autores, “é pouco provável que investimentos significativos sejam realizados em infraestrutura associada (portos, embarcações e rede) e manufatura (turbinas, cabos etc.)”.

No meio do caminho, a terceira projeção aponta um futuro em que as eólicas offshore “começam a ter papel importante no mix elétrico brasileiro, com 8 GW em 2035 e  32 GW em 2050”.

Precisamos de eólicas offshore?

Esses três futuros imaginados são acompanhados de duas perguntas essenciais, que o estudo não se propõe a responder. O objetivo do trabalho foi apenas oferecer elementos para a elaboração das políticas públicas.

A primeira delas, formulada diretamente pelos autores, diz respeito à necessidade: “Por que o Brasil desenvolveria as eólicas offshore em escala quando já tem tantas outras opções [de energia limpa]?”

Hoje elas não são indispensáveis: as hidrelétricas garantem 72% de eletricidade consumida no país. Mas essa participação deve cair para 46% até a metade do século, considerando as poucas perspectivas de expansão dessa fonte geradora e o crescimento natural da demanda.

Os ventos de alto-mar são complementares à geração das hidrelétricas: uma simulação baseada em sete anos (de 2015 a 2022) aponta que usinas offshore teriam maior produção justamente quando os níveis dos reservatórios estavam baixos.

A solução seria um “hedge energético” para os períodos de seca.

As condições mais favoráveis se encontram no Nordeste, mas há potencial para a instalação de turbinas ao longo de quase toda a costa. Produzir perto de onde está o consumo significa menos perdas na transmissão e um melhor equilíbrio geral da rede, diz o documento.

Para tirar o máximo proveito do enorme potencial dos ventos na costa, o Brasil terá de abraçar a ideia de que as “eólicas offshore são as novas hidrelétricas” – e montar um complexo arranjo financeiro para dar conta dos investimentos necessários.

Essa é uma das conclusões de um estudo encomendado pelo Banco Mundial e entregue ao Ministério de Minas e Energia nesta quarta-feira.

O documento traça três cenários possíveis para o desenvolvimento de uma nova indústria no país, que tem algumas das melhores condições técnicas para a instalação de turbinas de vento em alto-mar.

Em tese, a geração de eletricidade pelas usinas offshore ao longo de todo o litoral poderia chegar a 1.200 GW, mais de 70 vezes a capacidade de Itaipu.

No cenário ambicioso descrito pelos autores, as turbinas no mar seriam responsáveis em 2050 por 19% de toda a matriz elétrica brasileira, garantindo a descarbonização da indústria e a produção de hidrogênio verde para exportação.

Realizar essa visão– que inclui 6.400 turbinas e “upgrades substanciais na infraestrutura e aumento na capacidade de manufatura” – custaria US$ 240 bilhões em despesas de capital.

Seriam instalados 5,3 GW anuais de 2028 até 2050, um ritmo de implementação de usinas marítimas que hoje só é alcançado pela China – embora o setor ainda não tenha atingido a mesma escala global da energia solar, por exemplo.

A contrapartida seria um incremento acumulado de US$ 168 bilhões no PIB e a geração de quase meio milhão de empregos até a metade do século.

O cenário base exposto no documento é muito mais modesto e se baseia no roadmap da Empresa de Pesquisa Energética (EPE): com 4 GW em operação até 2035 e 16 GW em 2050.

“Dada a extensão da costa brasileira, isso representaria uma utilização de apenas 1,2% das áreas potenciais disponíveis”, afirma o relatório.

Com esse ritmo de expansão, escrevem os autores, “é pouco provável que investimentos significativos sejam realizados em infraestrutura associada (portos, embarcações e rede) e manufatura (turbinas, cabos etc.)”.

No meio do caminho, a terceira projeção aponta um futuro em que as eólicas offshore “começam a ter papel importante no mix elétrico brasileiro, com 8 GW em 2035 e  32 GW em 2050”.

Precisamos de eólicas offshore?

Esses três futuros imaginados são acompanhados de duas perguntas essenciais, que o estudo não se propõe a responder. O objetivo do trabalho foi apenas oferecer elementos para a elaboração das políticas públicas.

A primeira delas, formulada diretamente pelos autores, diz respeito à necessidade: “Por que o Brasil desenvolveria as eólicas offshore em escala quando já tem tantas outras opções [de energia limpa]?”

Hoje elas não são indispensáveis: as hidrelétricas garantem 72% de eletricidade consumida no país. Mas essa participação deve cair para 46% até a metade do século, considerando as poucas perspectivas de expansão dessa fonte geradora e o crescimento natural da demanda.

Os ventos de alto-mar são complementares à geração das hidrelétricas: uma simulação baseada em sete anos (de 2015 a 2022) aponta que usinas offshore teriam maior produção justamente quando os níveis dos reservatórios estavam baixos.

A solução seria um “hedge energético” para os períodos de seca.

As condições mais favoráveis se encontram no Nordeste, mas há potencial para a instalação de turbinas ao longo de quase toda a costa. Produzir perto de onde está o consumo significa menos perdas na transmissão e um melhor equilíbrio geral da rede, diz o documento.

Por fim, um último argumento favorável a essa nova tecnologia é a produção de hidrogênio verde. Se quiser realizar a ambição de ser um dos líderes mundiais na produção desse combustível, o país vai precisar de “investimentos substanciais” em renováveis.

Se o Brasil quiser atender a 5% da demanda global de H2 em 2050, seriam necessários cerca de 100 GW adicionais de energia limpa na matriz elétrica. “As eólicas offshore podem entregar parte significativa dessa demanda, especialmente se forem construídas perto de hubs de produção de hidrogênio.”

Como fechar a conta

A segunda pergunta não aparece explicitamente no texto, mas é parte essencial de uma decisão em favor das eólicas em alto-mar: como pagar a conta?

Na Europa e na China, essa fonte de energia já é uma das mais competitivas hoje, mas os custos iniciais no Brasil devem ser “significativamente mais altos”, afirma o relatório.

Nos primeiros projetos, os valores devem ser de US$ 64 por MWh – 50% mais que as usinas eólicas em terra ou instalações solares. Até 2050, a expectativa é que o custo caia para algo entre US$ 40 e US$ 52 por MWh, o que colocaria a tecnologia em pé de igualdade com as mais disseminadas hoje em dia.

“Não é uma situação muito diferente das eólicas onshore no Brasil, que começaram com o Proinfa, há 20 anos, e hoje são uma das principais fontes de geração e de mais baixo custo”, diz o documento.

O Proinfa – Programa de Incentivo a Fontes Alternativas de Energia Elétrica – foi uma iniciativa do BNDES que viabilizou a indústria eólica onshore no país.

Mas a necessidade de capital é de outra ordem de grandeza quando se fala em eólicas offshore, dizem os autores.

O BNDES teria condições de abrir caminhos caso se opte pelo cenário mais conservador, mas os outros casos exigirão “estruturas financeiras complexas e o envolvimento de muitos atores de instituições financeiras públicas e privadas”.

Os leilões realizados pelo governo federal também deveriam acomodar alocações especiais para a eletricidade gerada em alto-mar, para que os altos custos iniciais possam ser absorvidos.

Passo a passo

O relatório recomenda um passo a passo para os próximos anos. Até 2026 seriam definidos objetivos e estratégias nacionais, além de estudos sobre infraestrutura e requerimentos econômicos.

Entre 2024 e 2031 seriam realizadas as primeiras obras de infraestrutura, incluindo em portos, e seriam desenhadas as cadeias de produção.

Os primeiros projetos começariam a ser desenvolvidos a partir de 2032, com licenciamento, engenharia e financiamento.

Se a intenção é ir além do cenário modesto, afirmam os autores, o país terá de investir pesadamente em rede, capacidade portuária e manufatura.

E rápido, “para aproveitar o interesse atual, especialmente dadas as condições de mercado que reduzem o interesse do investidor por mercados que não são seu ‘core’”, diz o estudo.

Tags: investimentosnegócios

Posts Relacionados

BB aguarda melhora nas provisões do setor agrícola com medida provisória de renegociação, porém incerteza sobre as orientações pressiona os papéis

por Sara Rosa
14 de agosto de 2026
0
BB aguarda melhora nas provisões do setor agrícola com medida provisória de renegociação, porém incerteza sobre as orientações pressiona os papéis

O Banco do Brasil (BB) afirmou que espera uma melhora nas provisões para perdas da carteira de crédito do agronegócio...

Ler maisDetails

Ibovespa encerra em baixa pelo oitavo pregão consecutivo, com balanços em destaque; Hapvida despenca

por Sara Rosa
14 de agosto de 2026
0
Ibovespa encerra em baixa pelo oitavo pregão consecutivo, com balanços em destaque; Hapvida despenca

O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira em queda pela oitava sessão consecutiva, ampliando a sequência negativa da Bolsa brasileira...

Ler maisDetails

As ações dos EUA sobem e atingem alguns recordes

por Sara Rosa
14 de agosto de 2026
0
As ações dos EUA sobem e atingem alguns recordes

As bolsas de valores dos Estados Unidos encerraram o pregão em alta nesta quinta-feira, com os principais índices de Wall...

Ler maisDetails

ETFs de renda fixa: uma tática para otimizar o caixa da sua carteira

por Sara Rosa
13 de agosto de 2026
0
ETFs de renda fixa: uma tática para otimizar o caixa da sua carteira

Manter recursos em caixa faz parte da estratégia de muitos investidores. Essa parcela do patrimônio desempenha uma função importante dentro da carteira, seja para formar uma reserva,...

Ler maisDetails

No segundo trimestre, a Taesa registrou um lucro líquido regulatório de R$ 206,8 milhões

por Sara Rosa
13 de agosto de 2026
0
No segundo trimestre, a Taesa registrou um lucro líquido regulatório de R$ 206,8 milhões

A Taesa encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido regulatório de R$ 206,8 milhões, resultado que representa uma...

Ler maisDetails

Em meio à cautela em relação aos cenários interno e externo, o Ibovespa apresenta uma queda discreta e o dólar registra uma leve alta

por Sara Rosa
13 de agosto de 2026
0
Em meio à cautela em relação aos cenários interno e externo, o Ibovespa apresenta uma queda discreta e o dólar registra uma leve alta

O Ibovespa encerrou o pregão com leve queda, enquanto o dólar registrou uma discreta alta frente ao real, refletindo a...

Ler maisDetails
Ver mais

Posts Recentes

  • Percarbonato de sódio: produtos que possuem essa substância “queridinha” do TikTok estão entre os saneantes banidos pela Anvisa
  • BB aguarda melhora nas provisões do setor agrícola com medida provisória de renegociação, porém incerteza sobre as orientações pressiona os papéis
  • Estudo indica que o setor petrolífero da Noruega aumenta as expectativas de investimento para 2026

Navegue por Categoria

  • Brasil
  • Cripto
  • Economia
  • ESG
  • Exterior
  • FII
  • Investimentos
  • Meu Dinheiro
  • Negócios
  • Nordeste
  • Nordeste Investing
  • Seja um Investidor

Receba nossas novidades no seu e-mail!

Se inscrevendo, você concorda com as nossas políticas de privacidade e nossos termos de serviço.

O Nordeste Investing preza a qualidade da informação e atesta a apuração de todo o conteúdo produzido por sua equipe, ressaltando, no entanto, que não faz qualquer tipo de recomendação de investimento, não se responsabilizando por perdas, danos (diretos, indiretos e incidentais), custos e lucros cessantes.

Contato

[email protected]

Notícias

  • Nordeste
  • Meu Dinheiro
  • Economia
  • Investimentos (Brasil)
  • Investimentos (Exterior)
  • Cripto
  • Negócios
  • ESG

Institucional

  • Sobre Nós
  • Aprenda
  • Políticas de Privacidade

© 2023 Nordeste Investing – Todos os direitos reservados.

 

IMPORTANTE: O portal Nordeste Investing (o “Portal”), sociedade limitada está registrada sob o CNPJ 53.942.232/0001-25.

O Nordeste Investing não é uma Corretora de Valores nem Casa de Análises. Nenhuma informação apresentada constitui uma recomendação do Nordeste Investing, publicamos matérias de cunho jornalístico, que visam a democratização da informação. Nossas publicações devem ser compreendidas como boletins anunciadores e divulgadores, e não como uma recomendação de investimento.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Nordeste
  • Meu Dinheiro
  • Economia
  • Investimentos
    • Brasil
    • Exterior
  • Seja um Investidor
  • Cripto
  • Negócios
  • ESG
  • Colunistas
  • Sobre nós
  • LOJA
Esse website utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Veja nossa Política de Cookies e Privacidade.