O C6 Bank registrou o seu primeiro lucro trimestral – o banco obteve um balanço de R$ 460,9 milhões de janeiro a março de 2024. Esse resultado marcou uma reviravolta em relação ao prejuízo de R$ 293,3 milhões reportado no mesmo período do ano anterior, e representou a primeira vez em que a empresa alcançou um saldo positivo em seu balanço por trimestre.
O fundador do C6 Bank, Marcelo Kalim, em conversa com o Brazil Journal, destacou que o resultado foi a realização de todas essas projeções. Kalim também mencionou que, ao olhar para o futuro, preveem que o mesmo padrão se repita nos próximos trimestres, com a diferença de que a PDD (Provisão para Devedores Duvidosos) deve parar de diminuir e se manter estável.
Além disso, o resultado foi impulsionado pela venda de uma pequena parte da carteira de crédito do C6, totalizando cerca de R$ 600 milhões. O fundador informou que essa venda contribuiu com “R$ 50 milhões a R$ 100 milhões” para o lucro líquido, porém, ressaltou que não teve um impacto significativo no todo. Kalim afirmou que, para o segundo trimestre, esperam um lucro ainda maior, sem venda de carteira. Em entrevista ao NeoFeed, Kalim revelou que impõe o feito de atingir essa marca à combinação de receitas em ascensão, despesas controladas e uma provisão para devedores duvidosos (PDD) em queda.
No período de um ano, as despesas relacionadas à provisão para devedores duvidosos (PDD) diminuíram de R$ 625 milhões para R$ 513 milhões. Quanto ao impressionante ROE (retorno sobre patrimônio), o CEO do C6 destacou que os 58,6% obtidos no trimestre, que ultrapassou números de grandes bancos, foram alcançados após deduzir R$ 1,23 bilhão de dívidas subordinadas do Patrimônio Líquido (PL) do banco, o que reduz o PL de R$ 4,6 bilhões para R$ 3,3 bilhões.
Durante o trimestre, a carteira de crédito expandiu-se em 35,5%, alcançando um total de R$ 46,3 bilhões. O crédito consignado representou 48% desse montante, enquanto o crédito para pessoa física e o financiamento de veículos corresponderam, cada um, a 21% das operações. Por outro lado, as parcelas de crédito destinadas a pessoa jurídica e de home equity foram, respectivamente, de 9% e 1%, e a taxa de inadimplência acima de 90 dias diminuiu de 4,7% no mesmo período de 2023 para 3,2% em março deste ano. Atualmente, 48% da carteira do C6 consiste em crédito consignado, seguido por crédito para pessoa física (21%), financiamento de veículos (21%), crédito para pessoa jurídica (9%), e home equity (1%).
Quanto à receita, aumentou de R$ 1,26 bilhão no primeiro trimestre de 2023 para R$ 2,17 bilhões agora, enquanto as despesas operacionais cresceram apenas 8%, passando de R$ 793 milhões para R$ 858 milhões.
Para o ano de 2024, Kalim antecipou que essa tendência será mantida em direção ao primeiro lucro anual, prevendo um cenário semelhante ao do ano anterior, porém com uma maior diferença. Com a meta de manter o balanço positivo, outra prioridade para 2024 será aumentar e acelerar a participação do C6 Bank na carteira de seus mais de 30 milhões de clientes.






