Omã registrou um forte crescimento de suas receitas públicas no segundo trimestre de 2026, impulsionado principalmente pelo avanço da arrecadação proveniente do setor de petróleo. Segundo dados divulgados pela agência estatal de notícias do país, as receitas do governo somaram 6,602 bilhões de riais omanenses (cerca de US$ 17,1 bilhões) até o fim de junho, um aumento de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O desempenho foi sustentado pela recuperação das receitas com petróleo, que cresceram cerca de 10% na comparação anual, refletindo a combinação de preços internacionais mais elevados e da manutenção de um nível consistente de produção. As receitas provenientes do gás natural também avançaram de forma expressiva, registrando alta de aproximadamente 32%, contribuindo para o fortalecimento das contas públicas do sultanato.
Com o aumento da arrecadação, o governo praticamente eliminou o déficit fiscal observado no mesmo período do ano passado. O saldo negativo caiu para apenas 17 milhões de riais, ante 259 milhões de riais registrados um ano antes, evidenciando a melhora das finanças públicas e ampliando a margem para investimentos e políticas econômicas.
Os números reforçam a recuperação fiscal de Omã após anos de ajustes destinados a reduzir a dependência das oscilações do mercado de petróleo. Nos últimos anos, o governo implementou reformas fiscais, reduziu subsídios, revisou gastos públicos e buscou ampliar receitas não petrolíferas como parte da estratégia Vision 2040, que pretende diversificar a economia e diminuir a participação dos hidrocarbonetos no crescimento do país. Embora os avanços tenham sido significativos, o petróleo e o gás continuam representando a principal fonte de receita do governo.
Especialistas avaliam que o fortalecimento das contas públicas poderá favorecer novos investimentos em infraestrutura, energia, turismo e logística, setores considerados estratégicos para a diversificação econômica. Ao mesmo tempo, a melhora da posição fiscal tende a reforçar a confiança dos investidores internacionais e das agências de classificação de risco na capacidade do país de manter o equilíbrio das finanças públicas.
Apesar do cenário positivo, analistas ressaltam que Omã permanece exposto à volatilidade dos preços internacionais do petróleo. Eventuais quedas nas cotações da commodity ou mudanças na demanda global por energia podem voltar a pressionar as receitas do governo, tornando essencial a continuidade das políticas voltadas à diversificação da economia e ao fortalecimento de fontes alternativas de arrecadação.






