É inegável que o Ibovespa ainda não engatou neste ano. Mesmo com uma leve recuperação no começo de julho, o índice ainda acumula queda de quase 5% em 2024. Embora o cenário na bolsa ainda esteja turbulento, é possível encontrar papéis que vão na contramão e exibem altas bastante atrativas.
Esse é o caso de uma ação que, desde o início do ano, já saltou 32,9%. Só em julho, a alta foi de mais de 21%.
Estamos falando do Grupo SBF (SBFG3). A empresa é dona da Centauro e da Nike no Brasil, tem alto potencial de crescimento, operação enxuta, eficiente e, na visão da Empiricus Research, ainda está barata.
A varejista divulgou seu resultado do 2º trimestre de 2024 na última sexta-feira (26) e animou os investidores após registrar lucro líquido de R$ 229 milhões, revertendo o prejuízo obtido no mesmo período do ano anterior. Nesta segunda (29), a ação dispara mais de 6% com a reação do mercado sobre o balanço.
Segundo o analista Henrique Cavalcante, da Empiricus, os números da companhia surpreenderam as expectativas:
“Vimos o plano de ação comunicado pela companhia sendo executado com muita eficácia, dando continuidade aos três últimos resultados. Olhando para frente, enxergamos grande potencial para a continuidade da expansão de lucros, geração de caixa e desalavancagem financeira”, afirmou.
Não é à toa que ação faz parte de uma carteira com os 10 melhores papéis da bolsa para investir neste mês, selecionadas a dedo pela casa de análise.
Mas a verdade é que este não é o primeiro mês em que os analistas percebem o potencial do papel. Desde agosto de 2023, quando o ciclo de corte de juros começou no Brasil, os analistas incluíram essa ação na carteira e vêm “surfando” as altas da ação na bolsa.
É claro que não dá para voltar atrás e buscar os ganhos acumulados desde o início do ano, mas a Empiricus Research acredita que ainda há oportunidade de ganhos com a varejista dona da Nike e da Centauro.
Segundo os analistas, a empresa pode chamar a atenção do mercado a partir da melhoria dos resultados e, como consequência, valorizar na bolsa:
“Para 2024 e 2025, os investimentos em capital mais conservadores, melhorias no capital de giro e um melhor resultado financeiro também devem contribuir para um forte crescimento do lucro líquido, geração de caixa e zerar a alavancagem financeira”, afirmam.






