A startup francesa Hummingbirds anunciou a captação de € 50 milhões (cerca de R$ 300 milhões) em uma rodada Série A para expandir sua atuação no mercado de créditos de carbono. O objetivo da empresa é estruturar projetos climáticos que conectem investidores, desenvolvedores e comunidades locais, fortalecendo a credibilidade e a escala desse mercado.
Segundo reportagem do portal Capital Reset, a rodada foi liderada por três instituições financeiras de desenvolvimento: Swedfund, Proparco e British International Investment. O investimento representa um sinal de confiança no mercado voluntário de carbono, que enfrenta questionamentos sobre a integridade de parte dos projetos existentes.
Fundada em 2022 pela executiva francesa Anaïs Bach, a empresa surgiu com a proposta de resolver um problema recorrente no setor: embora exista grande volume de capital interessado em comprar créditos de carbono, ainda faltam projetos estruturados e confiáveis para atender essa demanda global. Antes de criar a startup, Bach trabalhou por 14 anos na TotalEnergies, onde atuou com soluções baseadas na natureza.
A Hummingbirds se posiciona como uma ponte entre três atores que frequentemente têm dificuldades de coordenação: investidores institucionais, desenvolvedores de projetos e comunidades locais. A empresa busca estruturar projetos de carbono desde o início, garantindo critérios mais rigorosos de qualidade e transparência — pontos considerados essenciais para reconstruir a confiança no mercado.
Com sede na França e operações em regiões da América Latina, África e Ásia, a startup vê o Brasil como um mercado prioritário para expansão. O país concentra grande potencial para projetos baseados na conservação e restauração de florestas, que podem gerar créditos de carbono e, ao mesmo tempo, levar recursos para comunidades locais envolvidas na proteção desses ecossistemas.
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