O Ibovespa encerrou esta última terça-feira (13) em queda de 1,04%, aos 206.872 pontos, em um movimento de correção após a forte valorização registrada na semana anterior. Os investidores também acompanharam a divulgação de novas pesquisas eleitorais para o segundo turno da disputa presidencial, em meio à cautela sobre os possíveis impactos do cenário político na economia brasileira.
Na semana passada, o principal índice da Bolsa brasileira acumulou alta de 8,82% e fechou o pregão de sexta-feira (9) aos 209.066,91 pontos, renovando seu recorde histórico de fechamento. Após o feriado nacional de segunda-feira, a retomada das negociações foi marcada por ajustes nas posições dos investidores, que aproveitaram a valorização recente para realizar lucros.
O cenário eleitoral permaneceu entre os principais fatores de atenção do mercado. A pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta terça-feira mostrou Flávio Bolsonaro com 48% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 45% no segundo turno. Considerando os votos válidos, o levantamento apontou 52% para Flávio e 48% para Lula. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, caracterizando empate técnico.
Os investidores seguem atentos às pesquisas porque as perspectivas para a política econômica, as contas públicas e a condução fiscal do próximo governo podem influenciar as decisões de investimento. A reação do mercado, porém, também depende de fatores externos e dos indicadores econômicos, sem que os levantamentos eleitorais, isoladamente, determinem a direção da Bolsa.
Entre as ações de maior peso no índice, a Vale pressionou o desempenho negativo, acompanhando a queda do minério de ferro negociado na China. Os papéis de grandes bancos também recuaram, com perdas para Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil. Na contramão, as ações da Petrobras avançaram, ajudando a limitar parte das perdas do Ibovespa.
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em alta de 0,74%, cotado a R$ 5,022. A valorização refletiu a cautela dos investidores diante das incertezas políticas e o fortalecimento da moeda norte-americana no mercado internacional durante o feriado brasileiro.
Além das eleições, os agentes financeiros acompanharam a atualização das expectativas econômicas no Boletim Focus. A projeção para a inflação oficial de 2026 subiu pela quarta semana consecutiva, para 5,22%, enquanto a estimativa para a taxa Selic ao final do ano caiu para 13,25%. A combinação de inflação projetada mais elevada e incertezas sobre a trajetória dos juros manteve a atenção voltada à política monetária.
Nos próximos dias, o mercado deve continuar acompanhando novas pesquisas eleitorais, indicadores econômicos e o desempenho das bolsas internacionais. A divulgação de levantamentos da Quaest e do Datafolha ao longo da semana também poderá influenciar as expectativas dos investidores sobre o segundo turno presidencial.






