As ações ordinárias da Magazine Luiza chegaram a cair 10,40% na terça-feira (14), a R$ 1,55, após anúncio de ajustes realizados pela companhia em seu balanço financeiro. Mas, por volta das 15h31, se recuperava, pegando embalo na forte onda global de apetite ao risco. Após virar para o campo de ganhos na segunda metade do pregão, o papel fechou em alta de 1,73%, valendo R$ 1,76 na B3.
A companhia comunicou ter identificado “lançamentos indevidos” de bonificações em exercícios anteriores, culminando numa baixa patrimonial de R$ 830 milhões.
Para Fabrício Gonçalvez, diretor-presidente da gestora Box, o papel abriu em tendência de baixa e se recuperou durante o dia após atingir o patamar de R$ 1,30, que gerou o gatilho no mercado pelo entendimento de que a ação tinha atingido preço de compra. “Diferentemente de Americanas, o que aconteceu em Magazine Luiza não foi um rombo, e sim um erro contábil”, disse.
“Além disso, a companhia é mais forte que seus pares, pois é o maior marketplace [nacional], por isso essa notícia não fez tanto preço [pressionou] na ação”, complementou Gonçalvez. A gestora Box, no entanto, mantém recomendação neutra para o ativo.
O Magazine Luiza teve lucro líquido de R$ 331,2 milhões no terceiro trimestre deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 190,9 milhões do mesmo período de 2022.
Fonte: Valor Investe






