A Petrobras registrou crescimento de 12,4% na produção de petróleo no Brasil durante o terceiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Entre julho e setembro, a extração alcançou uma média de 2,832 milhões de barris por dia. As exportações de petróleo também avançaram, com alta de 21,3% em relação ao terceiro trimestre de 2025, totalizando 987 mil barris por dia, segundo relatório divulgado pela companhia na quarta-feira (28). UOL Economia
O desempenho faz parte de um trimestre de recordes operacionais para a estatal. A produção própria de petróleo, gás natural e líquidos de gás natural (LGN) chegou a 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia, crescimento de 11,7% em relação ao mesmo período de 2025 e de 5,3% na comparação com o segundo trimestre deste ano. O volume representa o maior patamar já registrado pela companhia.
O resultado foi impulsionado principalmente pelo avanço da produção nas plataformas P-78 e P-79, no campo de Búzios, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, e pelo desempenho da plataforma Alexandre de Gusmão, no campo de Mero. A empresa também destacou o aumento da eficiência operacional e a redução das perdas de produção provocadas por paradas para manutenção.
No pré-sal, a produção própria de petróleo e gás atingiu um novo recorde, favorecida pela expansão das operações e pela entrada em atividade de novos poços. Ao longo do trimestre, 12 poços produtores começaram a operar, sendo seis na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos. A ampliação da capacidade contribuiu para elevar o volume extraído e reforçar a participação dessas áreas na produção nacional da Petrobras.
As exportações de petróleo somaram 987 mil barris por dia no terceiro trimestre, alta de 21,3% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. A China ampliou sua participação como destino do petróleo brasileiro, passando a responder por 40% dos embarques da companhia, ante 35% no segundo trimestre. Os Estados Unidos também ganharam espaço, enquanto a participação da Índia diminuiu.
Além do petróleo, as exportações de petróleo e derivados alcançaram um volume recorde de 1,251 milhão de barris por dia. O resultado reforça a importância do mercado externo para o escoamento da produção da estatal, especialmente diante do crescimento da extração no pré-sal.
No mercado doméstico, as vendas de derivados totalizaram 1,854 milhão de barris por dia, o maior volume desde o terceiro trimestre de 2021. O resultado foi impulsionado principalmente pelo diesel, cujas vendas cresceram 14,4% em relação ao trimestre anterior, e pelo querosene de aviação, que avançou 9,9%. A demanda por combustíveis acompanhou a atividade econômica e as necessidades sazonais de transporte e produção.
A Petrobras também registrou recorde trimestral na produção de diesel, com média de 769 mil barris por dia, alta de 6,7% na comparação anual. O fator de utilização das refinarias chegou a 99%, indicando um nível elevado de aproveitamento da capacidade instalada.
Os números operacionais serão importantes para o desempenho financeiro da companhia, uma vez que o aumento da produção pode ampliar o volume disponível para comercialização e exportação. Ainda assim, os efeitos sobre a receita e o lucro dependem de fatores como os preços internacionais do petróleo, os custos operacionais, o câmbio e as condições de comercialização.
Com o avanço da extração e das exportações, a estatal reforça sua posição no mercado internacional de petróleo. A continuidade desse desempenho dependerá da entrada em operação de novos sistemas de produção, da eficiência das plataformas e da capacidade logística para transportar os volumes adicionais aos mercados consumidores.






