O Itaú BBA elevou o preço-alvo para as ações do Nubank (NU), de US$ 13,50 ao final deste ano para US$ 17 ao final de 2025 – o que representa um potencial de alta de 19,4% – , segundo relatório emitido nesta sexta-feira (30) e assinado por Pedro Leduc e equipe. A recomendação segue como outperform (equivalente à compra).
Os analistas veem as ações impulsionadas por bons resultados no curto prazo e redução de risco de projeções de longo prazo. A expectativa é de retorno sobre patrimônio (ROE) mais alto no segundo semestre do próximo ano – a linha sairia de 29% neste ano para 34% em 2025 -, com expansão da receita líquida de juros (NII).
“As vantagens de financiamento e despesas de capital (opex) do Nu estão permitindo que o banco faça operações bancárias além dos ‘limites de NPL’ comuns do setor de crédito de baixa renda do Brasil”, disseram.
O banco lembra que o Nubank tem participação de 19% de um bolo de R$ 89 bilhões em empréstimos pessoais nas faixas de renda mais baixa. “Ainda há muito espaço para crescer”, afirmou.
Para o Itaú BBA, além de poder correr mais riscos neste segmento, o Nubank pode ter sucesso aumentando a penetração de crédito entre os clientes de renda média-alta já em sua base.
“O bolo endereçável em empréstimos pessoais para clientes acima de três salários mínimos é muito maior. Vemos sinais iniciais de sucesso, com a participação [no mercado] aumentando de 4% para 5% no nos últimos 12 meses”.
O comentário do Itaú BBA é feito depois de o Nubank ter levantado preocupações acerca dos números de inadimplência com o balanço do segundo trimestre.






