O Bank of America rebaixou a recomendação para as ações brasileiras de overweight para marketweight e, ao mesmo tempo, elevou sua projeção para a taxa Selic no fim deste ano de 13,25% para 14,25%.
O relatório da equipe do banco divulgou a mudança. Ele reflete a expectativa de juros elevados por um período mais prolongado no Brasil.
Segundo o Bank of America, a decisão está relacionada aos riscos que continuam pressionando o cenário econômico brasileiro.
“Os riscos de inflação permanecem inclinados para cima em meio à desvalorização do real, enquanto a volatilidade relacionada às eleições está aumentando”, afirmou a equipe do BofA no relatório.
Banco faz ajustes na carteira recomendada
Além de reduzir a recomendação para o mercado brasileiro, o Bank of America também promoveu mudanças em sua carteira de ações.
Nesse contexto, a Equatorial passou a integrar a lista de recomendações, substituindo a Copel. Por outro lado, Sabesp, Anima e Ecorodovias não fazem mais parte da seleção do banco.
As alterações ocorrem em um momento de maior cautela em relação aos ativos brasileiros, diante da perspectiva de juros mais altos e de um ambiente econômico mais desafiador.
Bancos seguem entre os preferidos
Apesar do rebaixamento da recomendação para as ações brasileiras, o Bank of America continua demonstrando confiança no setor bancário.
De acordo com a instituição, os bancos selecionados estão preparados para enfrentar um cenário de deterioração do crédito. Além da pressão sobre os lucros em um ambiente de Selic elevada por mais tempo.
“Nossos bancos selecionados estão bem-preparados para um ambiente de crédito em deterioração e risco de lucros mais baixos em meio a um ambiente de Selic mais alta por mais tempo”, destacou a equipe do BofA.
Dessa forma, Bradesco, Itaú Unibanco e BTG Pactual permanecem entre as principais apostas do banco americano.
Nesse sentido, a instituição os considera capazes de atravessar com mais resiliência o atual ciclo de juros elevados e o enfraquecimento das condições de crédito no país.






