O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta última quarta-feira (29), cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica de juros para 14,50% ao ano.
Com isso, o Banco Central dá continuidade ao ciclo de queda iniciado em março. Este é o segundo corte consecutivo, após quase dois anos sem reduções. A primeira diminuição ocorreu na reunião anterior, quando a taxa passou de 15,00% para 14,75%.
Nesse sentido, a decisão já era amplamente esperada pelo mercado financeiro. Por isso, o movimento não trouxe surpresas relevantes para analistas e investidores.
Copom destaca cenário externo incerto e inflação pressionada
No comunicado, o Copom reforçou a cautela diante do ambiente global. Segundo o Banco Central, “o ambiente externo permanece incerto, em função da indefinição a respeito da duração, extensão, e desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, com reflexos nas condições financeiras globais”.
Além disso, a autoridade monetária destacou que esse cenário “exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”.
No cenário doméstico, o Comitê apontou sinais mistos na economia. “O conjunto dos indicadores segue apresentando, conforme esperado, trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho ainda mostra sinais de resiliência”, afirmou.
Ao mesmo tempo, o Copom alertou para a inflação mais pressionada. “Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes aceleraram, distanciando-se adicionalmente da meta para a inflação”, destacou.
Decisão busca convergência da inflação à meta
O Banco Central avaliou que o corte de juros é compatível com o cenário atual. “O Copom decidiu reduzir a Selic para 14,50% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, destacou.
Segundo o comunicado, a medida também contribui para equilibrar a atividade econômica. A decisão “implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”.






