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O que são investimentos alternativos?
Investimento alternativo é como chamamos o aporte feito em ativos reais, presentes na economia real: negócios de pequenas e médias empresas com “espaço” para crescimento.
A palavra “alternativo”, segundo o dicionário, é um adjetivo que indica a possibilidade de escolha, de opção. Agora imagine que você possa escolher investir em empresas envolvidas em causas que você acredita, que comuniquem algo para você, empresas que sejam uma alternativa aos investimentos tradicionais.
Podemos dizer que economia real é aquela presente em nosso dia-a-dia, nas empresas das quais adquirimos bens e serviços, que ofertam empregos em nossa comunidade e geram PIB. A valorização dos ativos da economia real é intrínseco à natureza de suas atividades. Diferente do mercado financeiro tradicional que movimenta ativos financeiros, também chamados de papéis.
Os papéis são investimentos ofertados por meio das corretoras e bancos, enquanto investimentos alternativos, em plataformas exclusivas para este fim.
Qual a diferença entre investimentos alternativos e os tradicionais?
A principal diferença entre os investimentos alternativos e os tradicionais é que os investimentos tradicionais estão presentes no mercado de investimentos. São representados por papéis ofertados na bolsa de valores, nos bancos ou em corretoras de acordo com sua classe. Também são conhecidos como ativos financeiros podendo ser classificados de forma simples como renda fixa e renda variável.
São exemplos de investimentos tradicionais: CDBs, Títulos do Tesouro, Fundos e Ações, tendo seu rendimento atrelado a índices como CDI, SELIC, IPCA, ou pela bolsa de valores,
Já os investimentos alternativos são bens e direitos ligados à capacidade produtiva do mercado em que estão inseridos. O investidor financia ou torna-se sócio de um empreendimento e a rentabilidade do aporte está diretamente ligada à viabilidade do negócio, ao potencial da sociedade em consumir o seu produto/ serviço e na história do empresário. Desta forma, é possível tornar-se investidor de setores como usinas de geração de energia, varejo, mercado imobiliário, agronegócio, precatórios e por aí vai. Os investimentos alternativos são oferecidos por meio de cotas fixas, e em troca o investidor tem direito aos juros ou juros + dividendos, dependendo da modalidade do projeto.
Quais são os tipos de investimentos alternativos?
Existem duas modalidades de investimentos alternativos:
Equity & Dívida.
Elas estabelecem a relação do investidor com a empresa aportada.
Na modalidade dívida, o investidor é financiador do projeto, é um formato análogo a um empréstimo. As garantias estão vinculadas aos bens da empresa e do empresário. Ao final do período do investimento, que varia entre 12 e 36 meses, o investidor recebe de volta todo o valor aportado somado aos juros.
Na modalidade equity, o investidor financia o projeto com direito aos juros + rentabilidade vinculada ao resultado da empresa. Ao final do projeto existe a possibilidade do valor aportado ser convertido em ações da empresa, e desta forma conquistar seus dividendos. Enquanto isso, o investimento está protegido dos passivos da empresa.
Os investimentos alternativos procuram explorar:
1 Diversificação
Os investimentos alternativos exploram um conjunto exclusivo de prémios de risco alternativos para proporcionar fontes distintas de rendimentos não correlacionados.
2 Otimização do perfil de risco e recompensa
A teoria moderna da carteira demonstra que o acréscimo de fluxos de retorno diversificados a uma carteira de investimento pode otimizar os retornos ajustados ao risco. Acrescentar investimentos alternativos poderia oferecer uma ferramenta poderosa na construção de uma carteira mais resiliente.
3 Gestão de perdas
Os levantamentos alternativos foram mais curtos e menores do que os verificados nos mercados de ações. Em tempos de risco sistémico, os investimentos alternativos perderam menos dinheiro, proporcionando maior proteção contra o risco extremo ao longo do tempo.
Quais são os riscos ao investir em ativos alternativos?
Investir em ativos reais é financiar uma empresa, assim sendo, os riscos que o investidor corre são aqueles inerentes à atividade da empresa.
Existe um risco mínimo de crédito, porém, a fim de mitigar tais riscos a escolha pelos projetos serem ofertados é criteriosa, passando pela análise da história pessoal dos empresários, principalmente, da sua capacidade de execução, além da saúde contábil e financeira da empresa e análise jurídica.






