O mercado de fundos imobiliários viveu um verdadeiro “rali de Natal” no pregão desta última segunda-feira (23). A maior parte dos FIIs teve resultado positivo e o IFIX fechou em alta de 2,51%, em 3.020,57 pontos, no primeiro fechamento acima dos 3 mil pontos desde 9 de dezembro.
Depois de uma alta de 2,37% na sexta-feira, o índice de FIIs voltou a operar positivamente durante todo o pregão e cruzou a barreira dos 3 mil pontos ainda na primeira hora de negociações.
Durante a tarde, o IFIX oscilou em torno dos 3.025 pontos, chegando à máxima de 3.029,57 pontos por volta das 16, para uma leve queda na última hora, mas ainda em patamares superiores à véspera.
O resultado acumulado no mês de dezembro, no entanto, ainda é negativo, em 3,72%, e as perdas do ano chegam a 8,78%. O mercado de FIIs volta a operar apenas na quinta-feira (26).
FIIs sobem: veja altas e baixas
Dono da maior base de cotistas do mercado, o fundo imobiliário MXRF11 fechou em alta de 1,47%, a R$ 8,99, com mais de 2 milhões de cotas negociadas ao longo do dia. Já o CPTS11 subiu 1,58%, negociado a R$ 6,44, maior cotação desde a semana passada, enquanto o GARE11 fechou em alta de 2,60%, cotado a R$ 8,29.
Entre as principais valorizações do dia aparecem o VGIP11, que subiu 9,04% e terminou cotado a R$ 77,09; e o VIUR11, que subiu 6,88%, fechando a R$ 5,44. Na outra ponta, o GZIT11 caiu 1,88%, negociado a R$ 41,19.
O IFIX é o principal índice do mercado de fundos imobiliários. Sua carteira teórica conta com 114 FIIs de todos os segmentos, selecionados pela B3 a partir de indicadores como valor patrimonial, regularidade no pagamento de dividendos e liquidez das cotas, entre outros fatores. A atual formação do índice foi anunciada em setembro e vale até o fim do ano.
O ano de 2024 foi de fortes emoções para os investidores da bolsa brasileira, inclusive no mercado de fundos imobiliários. Além das ofertas de cotas e novos calotes, o desempenho dos fundos este ano também foram afetados pelo novo ciclo de alta dos juros, a Selic, ruídos políticos e até rumores sobre uma possível tributação dos FIIs.
Além disso, o fechamento de lojas no varejo, galpões logísticos ociosos ou dificuldades em manter pontos de venda em shoppings fizeram com que diversos fundos imobiliários da bolsa entrassem em uma trajetória de queda que se aprofundou na reta final do ano.
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX), principal índice do setor na B3, registrou no mês de outubro o pior desempenho do ano, apresentando uma queda de 3,06% em relação ao fechamento de setembro, que já havia recuado 2,58%.
No dia 5 de dezembro, o índice registrou baixa de 0,80%, aos 2.999 pontos. Foi a primeira vez desde maio de 2023 que o indicador operou abaixo dos 3 mil pontos.






