A Raízen (RAIZ4), companhia de energia controlada da Cosan (CSAN3), comunicou ao mercado recentemente que parte dos seus canaviais foram afetados por incêndios.
A companhia estima que 1,8 milhão de toneladas de cana de açúcar (cerca de 2% do volume total projetado para a safra 2024/25). A região afetada inclui áreas administradas pela empresa e por alguns de seus fornecedores, concentradas principalmente no estado de São Paulo.
Raízen já tem planos para redução de danos
A subsidiária da Cosan informou que, como medida para reduzir os danos, está priorizando a moagem da cana afetada.
Na opinião da analista de ações da Empiricus Research Larissa Quaresma essa organização deve ajudar a conter as perdas e minimizar os efeitos nos resultados financeiros, que devem ser imateriais.
Conforme informado pela RAIZ4, com o apoio de autoridades locais, outras usinas, fornecedores de cana e comunidades vizinhas, todos os focos de incêndio foram controlados nas áreas da companhia e de seus parceiros.
A Raízen ainda reiterou que a queima de cana como método de colheita é proibida em suas operações, que são totalmente mecanizadas desde sua criação. A empresa também é signatária do Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde, reafirmando seu compromisso com práticas sustentáveis.
RAIZ4: compra ou vende?
Quaresma avalia que as ações RAIZ4 agora estão sob uma recomendação neutra.
“Apesar do incidente, acreditamos que o impacto dos incêndios será insignificante para os resultados da Raízen, e a rápida resposta da companhia reforça sua competência na gestão de crises e mitigação de riscos operacionais”, comenta a analista.
Além disso, ela reforça que o seu time de análise segue “construtivo com a melhora nos resultados da companhia ao longo dos próximos trimestres, gerando valor para a Cosan (CSAN3)”.






