O petróleo fechou sem direção única nesta última quinta-feira (15), enquanto os traders ajustavam suas posições após a alta do dia anterior, equilibrando a intensificação dos ataques no Oriente Médio com o aumento da oferta da commodity nos mercados globais.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para dezembro fechou com queda de 0,13%, a US$ 105,92 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para novembro subiu 3,03%, a US$ 97,97 o barril.
O que influenciou o petróleo?
Durante a sessão, a commodity energética apresentou volatilidade, com o WTI registrando uma alta mais acentuada em meio aos escassos sinais de redução das tensões entre Rússia e Ucrânia, além do Oriente Médio. Segundo a Reuters, o presidente russo, Vladimir Putin, prometeu retaliar a Ucrânia por atacar o setor energético russo enquanto o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que Kiev continuaria a atacar as refinarias de petróleo do país vizinho.
Em meio aos ataques, o Ministério de Energia da Rússia afirmou estar analisando propostas para impor restrições à exportação de gás liquefeito de petróleo (GLP).
No Oriente Médio, a coalizão liderada pela Arábia Saudita informou que interceptou e destruiu um míssil sobre a província de Medina, mas não apontou um responsável pelo ataque. O porta-voz militar dos Houthis, o brigadeiro-general Yahya Saree, negou a autoria do ataque.
As tensões também continuam altas no Estreito de Ormuz. Segundo a CNN, os EUA estão elaborando novos planos de ataque contra o Irã que incluem o possível uso “mãe de todas as bombas” contra a infraestrutura energética do regime persa.






