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Início Economia

PIB brasileiro deve ter crescimento acima do esperado, projeta Stuhlberger

Redação por Redação
27 de março de 2024
em Economia
PIB brasileiro deve ter crescimento acima do esperado, projeta Stuhlberger
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O PIB (Produto Interno Bruto) Brasil vai crescer no mínimo 2,5%, projeta Luís Stuhlberger, sócio-fundador da Verde Asset, que menciona um crescimento para a economia brasileira maior que as estimativas atuais.

Em um evento realizado pela Hedge Investimentos, Luís Stuhlberger afirmou que, devido às reformas implementadas desde o governo de Michel Temer, o crescimento potencial do PIB do Brasil aumentou de 1,5% para cerca de 2,2%.

Além disso, Stuhlberger mencionou que a taxa de desemprego atual, em 7,6%, está no menor nível desde 2015, e sugeriu que a taxa de desemprego de equilíbrio (Nairu) pode ter caído para 7%, comparado com os 7,5% a 8% anteriores. O gestor também enfatizou que, embora ainda seja um número alto, é um progresso significativo. Ele também indicou que essas mudanças podem levar a uma taxa de juros mais baixa no futuro.

Stuhlberger criticou a taxa de juros real do Brasil como sendo a mais alta do mundo, com a Selic em 11,25% (pelo menos até a data do evento) e uma expectativa de IPCA de 3,8% para o final do ano. “É a maior taxa de juros real do mundo. Qualquer conta elementar diz que, se o juro for esse até 2060, o Brasil quebraria no meio do caminho.”

O sócio da Verde Asset expressou um otimismo moderado em relação ao Brasil, citando desafios fiscais, mas destacando a situação cambial confortável do país. Ele mencionou que o dólar, atualmente próximo de R$ 5,01, estaria acima do valor justo estimado pela Verde, que seria de R$ 4,70, mais um prêmio de 3% a 4%. Stuhlberger atribuiu o valor adicional do dólar a posicionamentos políticos recentes e ao efeito das políticas do Federal Reserve (Fed) nos Estados Unidos.

Por fim, ele observou que o mercado está precificando taxas de juros mais altas no fim do ciclo de cortes do Fed, devido à possibilidade de o ex-presidente Trump retornar ao poder, o que poderia gerar inflação devido às políticas mais protecionistas.

PIB fica estagnado no quarto trimestre e cresce 2,9% em 2023

O Produto Interno Bruto brasileiro registrou estabilidade no quarto trimestre de 2023 ante o terceiro trimestre, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o quarto trimestre de 2022, o PIB apresentou alta de 2,10%. Ainda segundo o instituto, o PIB do quarto trimestre de 2023 totalizou R$ 2,831 trilhões.

O resultado veio em linha com a mediana das previsões de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, que apontava estabilidade. O intervalo das estimativas ia de um recuo de 0,4% a uma alta de 0,3%.

“A dinâmica no 4T23 pode ser explicada pelo mercado de trabalho de trabalho aquecido e a resiliência de alguns setores, como serviços (+0,3%) e da indústria extrativa (+4,7%). Porém, o grande destaque positivo foi a retomada do crescimento dos investimentos (+0,9%) após quatro trimestres consecutivos de queda”, comenta Rafael Perez, economista da Suno Research.

No fechamento de 2023, o PIB cresceu 2,9% ante 2022, resultado também ligeiramente menor que a mediana das projeções do mercado (+3,0%). O intervalo das estimativas ia de alta de 2,8% a 3,2%.

“O principal destaque negativo foram os investimentos, que apresentaram uma queda de 3,0% no ano. O segmento ainda tem sentido os efeitos cumulativos da política monetária restritiva e as condições mais apertadas do mercado de crédito. Contudo, o dado do último trimestre pode ser um sinal de retomada para este ano, dado o ciclo de queda da Selic”, acrescenta Perez.

Agro é destaque

Desagregando por atividade, o PIB da agropecuária foi o que mais subiu, com alta de 15,1% em 2023 ante 2022. O PIB de serviços, por sua vez, subiu 2,4% nessa mesma comparação e, o da indústria, 1,6%.

“A forte expansão da safra 2022/23, principalmente da soja e do milho, a queda nos custos de produção, as melhores condições climáticas e o aumento das exportações permitiram o bom desempenho do setor no ano passado”, diz Perez.

Segundo o IBGE, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) caiu 3% em 2023 ante o ano anterior. Também nessa comparação, o consumo das famílias subiu 3,1% e o consumo do governo subiu 1,7%.

As exportações cresceram 9,1% em 2023 na comparação com 2022, enquanto as importações caíram 1,2%. A taxa de investimento ficou em 16,5% em 2023 e, a taxa de poupança, em 15,4%.

“A perspectiva para 2024 aponta para uma retomada gradual durante o ano, com um crescimento mais equilibrado entre os diversos setores. Projetamos alta de 0,7% no PIB do primeiro trimestre, mas a expansão deverá ficar mais concentrado no segundo semestre”, completa o economista da Suno Research.

PIB de 2023 mostra que fazer dever de casa traz resultado positivo, diz presidente da Febraban

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, afirmou que o crescimento de 2,9% do PIB do País no ano passado é resultado do “dever de casa” feito pelo governo federal e pelo Congresso. De acordo com ele, o Brasil precisa seguir a agenda de reformas e também reverter a tendência de queda dos investimentos para que o crescimento se repita de forma sustentável.

“O PIB de 2023 respondeu a uma série de ações do Governo e do Congresso, revelando que fazer o dever de casa sempre traz resultados positivos. O Brasil foi capaz de reduzir as incertezas que permeavam o cenário pessimista do início do ano passado, a partir do avanço da pauta econômica e da estabilidade política”, disse ele, através de nota.

Entre os exemplos, Sidney mencionou a aprovação do novo marco fiscal que disciplina o crescimento das despesas do governo, e também a reforma tributária sobre o consumo e agendas microeconômicas, como o novo marco das garantias, que era uma antiga reivindicação dos bancos. Segundo ele, essas ações melhoraram as expectativas, o que abriu espaço para que o Banco Central começasse a reduzir a taxa Selic, que hoje está em 11,25% ao ano.

“Certo é que, só com um trabalho sério, focado e comprometido com os fundamentos econômicos, o país gera perspectivas de ganhos de eficiência e de mais produtividade para nossa economia. É o que precisamos continuar a fazer e o setor bancário está pronto a contribuir para o desenvolvimento econômico“, afirmou ele.

Para este ano, a Febraban espera uma alta de 2% no PIB em relação a 2023, com a redução da Selic ajudando no consumo das famílias e nos investimentos, fatores que devem compensar o menor desempenho do agro. Ou seja, o crescimento deve ser mais difundido entre diferentes segmentos.

“Contudo, não podemos ficar parados. É imprescindível que o País siga com sua agenda de reformas econômicas, de modo a garantir a sustentabilidade fiscal e o aumento da produtividade da economia”, finaliza o presidente da Febraban, após comentar sobre o PIB.

Fonte: Suno

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