• Nordeste
  • Meu Dinheiro
  • Economia
  • Investimentos
    • Brasil
    • Exterior
  • Cripto
  • Negócios
  • ESG
  • LOJA
domingo, 12 de julho de 2026
Nordeste Investing
Sem resultados
Ver todos os resultados
Nordeste Investing
Sem resultados
Ver todos os resultados
Nordeste Investing
Sem resultados
Ver todos os resultados
Início Investimentos

Selic avança para 11,25%: Quais são as implicações para os investidores de ações, renda fixa e fundos de investimento?

Carla Santiago por Carla Santiago
8 de novembro de 2024
em Investimentos
Selic avança para 11,25%: Quais são as implicações para os investidores de ações, renda fixa e fundos de investimento?

Fonte: Adobe Stock

74
compartilhamentos
1.2k
visualizações

Nesta última quarta-feira (6), a taxa básica de juros do país, a Selic, subiu para 11,25% após o aumento de 0,50 ponto percentual pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, conforme esperado pelos agentes do mercado financeiro. A alta foi a segunda consecutiva e, apesar de antecipada, traz mudanças significativas para os investimentos. 

Na renda variável, os mercados de ações e fundos de investimentos seguem cercados de desconfiança com um cenário macroeconômico desafiador. Por outro lado, a renda fixa passa a pagar ainda mais nos pós-fixados e se consolida como principal destino do dinheiro dos brasileiros, mas tem desafios importantes no crédito privado. 

Renda fixa – títulos públicos

Queridinhos dos brasileiros com os juros altos, os títulos públicos oferecem boas oportunidades principalmente nos papéis atrelados à inflação, que pagam IPCA+ 6,8%, e pós-fixados. “Nos títulos públicos, olhamos mais para IPCA+ agora”, diz Camilla Dolle, head de renda fixa da XP. Camilla afirma que a decisão do Copom é positiva para o Tesouro Selic, mas esses títulos “não têm componentes de risco que trazem prêmios maiores, são mais para estratégias de caixa e reserva de emergência”. Já o Tesouro IPCA+ “tem prêmio” e “taxa relevante para carregar os títulos até o vencimento”.

A XP prefere prazos intermediários, na média de cinco anos. Já os prefixados exigem mais cautela porque “são os que mais devem oscilar”. Por isto, os títulos curtos são mais recomendados. 

Renda fixa – crédito privado

No crédito privado, “não temos visto muito prêmio nas debêntures mais high grade (de empresas mais sólidas)”, afirma Ricardo Nunes, CIO de crédito da Paramis Capital. Nunes, porém, diz que é possível encontrar boas oportunidades em debêntures, CDBs, CRIs e até CRAs, que passam por um momento turbulento.

Na mesma linha, Camilla Dolle, da XP, diz que é preciso “ver se taxa, qualidade, prazo e indexadores fazem sentido, independentemente do tipo de papel”. A avaliação é de que, com prêmios amassados, fica mais difícil identificar se a relação risco-retorno é positiva para o investidor e indicar setores ou instrumentos específicos não é um bom caminho agora. 

Ações

Analistas estão otimistas com as empresas listadas na B3, mas pessimistas com o cenário macroeconômico. Monica Araújo, estrategista de renda variável da InvestSmart, resume que os fundamentos das companhias são bons, o que traria confiança na alta da Bolsa, porém, “a atratividade da renda fixa brasileira e ausência do investidor estrangeiro não ajudam a materializar o potencial da Bolsa”. 

A curva de juros é um fator determinante para o desempenho da Bolsa nos próximos meses, segundo Monica Araújo, da InvestSmart, e Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos. “A projeção atual da curva de juros é mais desafiadora”, diz Costa, o que incentiva o investimento em blue chips como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) agora. Mas “qualquer mudança para melhor poderá impulsionar o mercado acionário”, o que pode trazer benefícios para os investidores arrojados que apostarem em setores sensíveis aos juros, como construção, varejo e locação de veículo. 

A recomendação geral após a alta dos juros é ter cautela e investir em empresas consideradas defensivas. Monica e Costa citam os setores de energia elétrica, saneamento, bancos, telecomunicações e seguradoras como portos seguros para o momento recheado de incertezas. 

Fundos Imobiliários (FIIs)

O cenário de juros altos tem prejudicado os FIIs nos últimos meses e o quadro piora com a nova alta da Selic. A tendência é que os fundos que investem em imóveis físicos tenham perdas mais significativas no valor de suas cotas, enquanto fundos que investem em dívidas sejam privilegiados nas carteiras. Ângelo Belitardo, gestor da Hike Capital, indica que o investidor priorize FIIs que estejam com um rendimento mensal mínimo de 0,85% para os próximos 12 meses, dado que esse percentual deverá ser superior ou próximo do patamar atual e projetado para a Selic. 

A seleção, entretanto, deve ser criteriosa, com atenção para fundos alavancados e exposição a setores sensíveis a juros altos ou inquilinos que podem ser prejudicados com o cenário restritivo. Eliane Teixeira, economista da Cy Capital, recomenda fundos de logística e híbridos, com ativos de qualidade. 

Fundos de investimento 

Para os gestores, o cenário para fundos de investimento não muda muito com a alta da Selic. Segundo as fontes consultadas pelo InfoMoney, os dois aumentos consecutivos são pequenos comparados com o último ciclo de alta que elevou os juros de 2% para 13%. A diferença é a maior atratividade para estratégias focadas em ativos que já estão em alta, caso da renda fixa, enquanto estratégias de ações devem sofrer mais perdas.

“Considerando a taxa Selic em 11,25%, destacamos três estratégias capazes de entregar retornos entre 14% e 17%, sem oscilação, ao longo dos próximos 12 meses: debêntures incentivadas, bonds e FIDCs”, diz Belitardo, da Hike Capital. 

Multimercados, entretanto, não deve ser ignorado, para Alexandre Costa, analista de fundos da Empiricus Research. Segundo ele, essa classe de ativos permite alocações mais versáteis, em ativos que normalmente o investidor não consegue investir como juros, câmbio, commodities e outros. “Após os aprendizados dos últimos meses, continua sendo interessante. Várias dessas opções mais arrojadas o investidor consegue aplicar com menos dinheiro, tem a mesma exposição ao risco, e é uma opção legal de ter no portfólio”, diz Alexandre Costa. 

Investimento no Exterior 

O argumento de investimento no exterior se mantém mesmo com o aumento dos juros no Brasil: diversificação em moeda forte. Os especialistas ainda apontam a oportunidade que existe na rentabilidade dos títulos de renda fixa dos Estados Unidos – mesmo se a taxa de juros cair lá após a decisão do Federal Reserve prevista para esta última quinta-feira (7).

“É uma situação praticamente inédita nos ativos de renda fixa ou crédito lá de fora, com um nível alto de competitividade [com os ativos brasileiros] em termos de resultados e retornos oferecidos”, diz Rodrigo Aloi, head de estratégia e pesquisa da HMC Capital. 

A Bolsa americana também é indicada por Aloi, que destaca a variedade de teses de investimento e a importância das ações de tecnologia no contexto global. “O investidor brasileiro que fica muito aficionado na taxa de juros Brasil acaba perdendo um pouco dessas outras oportunidades no exterior.”

Tags: investimentosnegócios

Posts Relacionados

Magazine Luiza (MGLU3): por que os papéis dispararam até 9%

por Carla Santiago
11 de julho de 2026
0
Magazine Luiza (MGLU3): por que os papéis dispararam até 9%

As ações do Magazine Luiza (MGLU3) operam no destaque positivo do Ibovespa (IBOV) no pregão desta última sexta-feira (10), com salto de 9,05%...

Ler maisDetails

Antes da estreia marcante da SK Hynix nos Estados Unidos, as ações de empresas de chips estão impulsionando os mercados globais

por Carla Santiago
10 de julho de 2026
0
Antes da estreia marcante da SK Hynix nos Estados Unidos, as ações de empresas de chips estão impulsionando os mercados globais

Os mercados globais encerraram a sexta-feira (10) em alta, impulsionados pelo forte desempenho das empresas do setor de semicondutores às...

Ler maisDetails

Ouro encerra em alta com a desvalorização do dólar e dos Treasuries; Oriente Médio continua em foco

por Carla Santiago
10 de julho de 2026
0
Ouro encerra em alta com a desvalorização do dólar e dos Treasuries; Oriente Médio continua em foco

O ouro encerrou o pregão desta última quinta-feira (9) em alta, impulsionado pela queda do dólar e dos rendimentos dos...

Ler maisDetails

Dólar recua para R$ 5,12, atento ao Oriente Médio e aguardando IPCA

por Carla Santiago
10 de julho de 2026
0
Dólar recua para R$ 5,12, atento ao Oriente Médio e aguardando IPCA

O dólar à vista perdeu força ante o real pelo segundo dia consecutivo com o alívio nas tensões geopolíticas e com a...

Ler maisDetails

Bancos de Wall Street definem normas para apostas em mercados de previsão, segundo fontes

por Carla Santiago
10 de julho de 2026
0
Bancos de Wall Street definem normas para apostas em mercados de previsão, segundo fontes

Os principais bancos de Wall Street estão implementando novas regras para disciplinar a participação de seus funcionários em mercados de...

Ler maisDetails

ICVA indica uma redução real de 2,8% nas vendas do varejo em junho, o pior resultado desde a pandemia

por Carla Santiago
9 de julho de 2026
0
ICVA indica uma redução real de 2,8% nas vendas do varejo em junho, o pior resultado desde a pandemia

O faturamento do varejo brasileiro caiu 2,8% em junho ante o mesmo período do ano passado, registrando pelo segundo mês consecutivo o...

Ler maisDetails
Ver mais

Posts Recentes

  • Porto, ferrovia e energia: chegou a hora do Ceará
  • Tarifaço de Trump: empresários brasileiros e americanos pressionam seus governos a negociar
  • A principal bolsa de valores da América Latina começou a oferecer opções baseadas em contratos futuros de bitcoin, ether e solana

Navegue por Categoria

  • Brasil
  • Cripto
  • Economia
  • ESG
  • Exterior
  • FII
  • Investimentos
  • Meu Dinheiro
  • Negócios
  • Nordeste
  • Nordeste Investing
  • Seja um Investidor

Receba nossas novidades no seu e-mail!

Se inscrevendo, você concorda com as nossas políticas de privacidade e nossos termos de serviço.

O Nordeste Investing preza a qualidade da informação e atesta a apuração de todo o conteúdo produzido por sua equipe, ressaltando, no entanto, que não faz qualquer tipo de recomendação de investimento, não se responsabilizando por perdas, danos (diretos, indiretos e incidentais), custos e lucros cessantes.

Contato

[email protected]

Notícias

  • Nordeste
  • Meu Dinheiro
  • Economia
  • Investimentos (Brasil)
  • Investimentos (Exterior)
  • Cripto
  • Negócios
  • ESG

Institucional

  • Sobre Nós
  • Aprenda
  • Políticas de Privacidade

© 2023 Nordeste Investing – Todos os direitos reservados.

 

IMPORTANTE: O portal Nordeste Investing (o “Portal”), sociedade limitada está registrada sob o CNPJ 53.942.232/0001-25.

O Nordeste Investing não é uma Corretora de Valores nem Casa de Análises. Nenhuma informação apresentada constitui uma recomendação do Nordeste Investing, publicamos matérias de cunho jornalístico, que visam a democratização da informação. Nossas publicações devem ser compreendidas como boletins anunciadores e divulgadores, e não como uma recomendação de investimento.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Nordeste
  • Meu Dinheiro
  • Economia
  • Investimentos
    • Brasil
    • Exterior
  • Seja um Investidor
  • Cripto
  • Negócios
  • ESG
  • Colunistas
  • Sobre nós
  • LOJA
Esse website utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Veja nossa Política de Cookies e Privacidade.