“Cenário fiscal, agravadas pela divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas do governo, mantêm o mercado apreensivo.”
O Boletim Focus, elaborado pelo Departamento de Relacionamento com Investidores do Banco Central, divulga semanalmente o resultado de uma pesquisa com 120 instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos, utilizando a mediana dessas estimativas. No caso da Selic, essa metodologia baseada na mediana, dificulta determinar a probabilidade exata atribuída pelo mercado para cada previsão, conforme observado por Felipe Uchida, head do departamento de análises quantitativas e sócio da Equus Capital.
Paralelamente, a Equus Capital elabora semanalmente o Índice Equus de Precificação da Selic (IEPS), utilizando Inteligência Artificial para coletar e analisar dados, permitindo estimar a probabilidade indicada pelo mercado de alteração na próxima reunião do Copom. Atualmente, o IEPS indica uma probabilidade de aumento de 0,5% de 64,1%, frente aos 58,1% da semana anterior e aos 15% precificado pelo mercado no dia anterior à última reunião do Copom, como aponta Uchida.
Esta semana, houve uma redução no número de contratos em aberto no mercado de opções de Copom, passando de 19.989 para 27.490. O IEPS indica uma probabilidade de 64,1% de aumento de 50 pontos-base da taxa Selic. “Nesta semana, indicadores mistos afetaram as expectativas da trajetória da Selic. Apesar da inflação medida pelo IPCA-15, em setembro, ter ficado abaixo das estimativas do mercado, as preocupações com o cenário fiscal, agravadas pela divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas do governo, mantêm o mercado apreensivo. Diante disso, o IEPS prevê uma probabilidade de 64,1% de alta de 50 pontos-base na próxima reunião do COPOM.” explica.
Sobre a Selic
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. O nome “Selic” é a abreviação de Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, que é o sistema utilizado pelo Banco Central para registrar as operações de compra e venda de títulos públicos federais entre os participantes do mercado financeiro.
Essa taxa é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil e serve como referência para diversas operações financeiras no país. A Selic influencia diretamente o custo do crédito, os investimentos financeiros, a inflação e o controle da oferta de moeda na economia.
Basicamente, quando o Copom aumenta a taxa Selic, o objetivo é conter a inflação, reduzindo o consumo e os investimentos. Por outro lado, quando reduz a Selic, busca estimular a atividade econômica, aumentando o consumo e os investimentos.






