O fundo imobiliário Suno Energias Limpas (SNEL11) deu mais um passo em sua estratégia de expansão. Após captar R$ 622 milhões no início do ano e consolidar-se como o maior FII de energia renovável da B3, o fundo aprovou sua 5ª emissão de cotas, que pode movimentar até R$ 2,3 bilhões.
A operação prevê uma captação inicial de R$ 1,84 bilhão. Além disso, o fundo poderá emitir um lote adicional de até 25%, elevando o volume total da oferta para cerca de R$ 2,3 bilhões.
Nova emissão pode triplicar patrimônio do SNEL11
Segundo a Suno Asset, gestora do fundo, esta é a maior oferta já realizada pelo SNEL11 e tem potencial para praticamente triplicar seu patrimônio líquido.
De acordo com o fato relevante divulgado ao mercado, serão emitidas 221,3 milhões de novas cotas ao preço de R$ 8,32 por unidade. Com a taxa de distribuição primária de R$ 0,33 por cota, o valor final de subscrição será de R$ 8,65.
Para efeito de comparação, o fundo encerrou o pregão de terça-feira (16) negociado a R$ 8,36 na B3.
Quem poderá participar da oferta?
A emissão irá tanto a investidores institucionais quanto a pessoas físicas.
No caso dos investidores não qualificados, será possível adquirir até 120.192 cotas, o que corresponde a um investimento máximo de R$ 999.997,44.
Além disso, os atuais cotistas terão direito de preferência para evitar diluição de participação. O fator de proporção definido foi de 2,0, permitindo a subscrição de duas novas cotas para cada papel já detido na data-base da oferta.
Por outro lado, a operação prevê distribuição parcial. Dessa forma, a emissão somente será mantida caso haja a subscrição mínima de 1 milhão de cotas, equivalente a aproximadamente R$ 8,3 milhões.
Caso esse volume não seja alcançado, a oferta será cancelada e os recursos devolvidos aos investidores.
Novos projetos solares
Segundo a gestora, os recursos captados serão direcionados para a expansão do portfólio de geração distribuída (GD), modelo de energia solar voltado à produção próxima ao local de consumo.
Além disso, a Suno Asset afirmou que pretende manter a estratégia adotada nas captações anteriores, priorizando a aquisição de usinas já construídas, conectadas à rede e com contratos vigentes.
De acordo com Vitor Duarte, diretor de investimentos da gestora, o objetivo é converter rapidamente os recursos levantados em ativos operacionais capazes de gerar retorno ajustado ao risco.
Pipeline supera R$ 2 bilhões
Atualmente, o SNEL11 possui um pipeline operacional estimado em R$ 2,4 bilhões, com taxa interna de retorno (TIR) projetada de 19,68%.
O fundo reúne, desse modo, mais de 100 mil cotistas e patrimônio líquido próximo de R$ 890 milhões.
Além disso, em abril de 2026, o fundo registrou dividend yield anualizado de 14,9%. Desde dezembro de 2022, o retorno acumulado alcançou 86%, superando indicadores como IPCA+7%, CDI e IFIX no mesmo período.
Histórico de expansão reforça estratégia
Assim, a nova oferta dá continuidade ao ritmo acelerado de crescimento do SNEL11. Após a quarta emissão, que captou mais de R$ 620 milhões, o fundo adquiriu mais de 20 usinas fotovoltaicas operacionais.
A operação envolveu, então, investimentos próximos de R$ 500 milhões e adicionou 85,9 MWp de capacidade instalada ao portfólio, distribuídos por 22 municípios em oito estados brasileiros.
De acordo com a Suno Asset, os ativos adquiridos apresentam TIR real média líquida projetada de 14,1% ao ano e geração anual estimada em cerca de 154,4 mil MWh. Como todas as usinas já estão conectadas à rede, a gestora destaca que o portfólio ganhou maior previsibilidade de receita e estabilidade de caixa.




