Após semanas de rali forte, as criptomoedas levaram um tombo nesta última sexta-feira (20). O Bitcoin (BTC) cai 9,2% nas últimas 24 horas, segundo o site CoinGecko, cotado a US$ 92.991,32.
Com isso, a maior moeda digital do mundo deixou para trás o recorde de US$ 108.135, conquistado no dia 17 de dezembro. Trata-se de uma desvalorização de 13,8%.
Já Ethereum (ETH) recua 16% em 24 horas e cotado a US$ 3.110,55. Na última segunda-feira (16), a cripto chegou ao seu maior pico no último mês, chegando a US$ 4.078, lembrando que a máxima do Ethereum foi em novembro de 2021, quando atingiu os US$ 4.878.
O movimento de baixa é visto como realização de lucros pelos analistas. Mas também pesa no mercado a postura mais firme do Federal Reserve em relação à sua taxa de juros.
Na última quarta-feira (18), o Fed cortou os juros de referência dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual. Com isso, a taxa, que estava no intervalo de 4,50% a 4,75%, foi reduzida para 4,25% a 4,50% ao ano.
Mas o presidente Jerome Powell, que não descartou a possibilidade de elevar as taxas de juros no próximo ano. Além disso, o gráfico de pontos sinalizava que os diretores do banco central americano esperam por mais dois cortes de 0,25 pp no ano que vem, contra quatro cortes projetados em setembro.
Apesar de cortes de juros normalmente beneficiarem ativos de risco, como criptomoedas, o mercado reagiu negativamente devido à revelação de que o Fed não planeja cortes agressivos em 2025.
Além disso, a queda foi acentuada pela declaração do presidente do Fed, Jerome Powell, de que a instituição pode ser mais cautelosa em futuros ajustes. Powell também descartou a possibilidade de o Fed criar uma reserva estratégica de Bitcoin, afirmando que a legislação atual não permite.
O mercado cripto ainda mantém expectativas de que o governo dos EUA, sob Donald Trump, siga o exemplo de países como El Salvador e adote o Bitcoin como reserva nacional.






