De acordo com previsão da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o volume de vendas do comércio varejista voltado para o Dia das Mães deverá alcançar R$ 14,37 bilhões em 2025. Confirmada essa expectativa, o setor apresentaria avanço de 1,9% em relação à movimentação financeira real observada no ano passado.
No Ceará, a expectativa é que a segunda data mais importante para o varejo, atrás apenas do Natal, movimente R$ 385,68 milhões. O montante está abaixo dos R$ 422 milhões previstos pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE) apenas para o varejo de Fortaleza. O valor estimado representa crescimento de 7,4% na comparação com igual período de 2024.
O ramo de vestuário, calçados e acessórios costuma responder pela maior fatia das vendas, não sendo diferente neste ano, com previsão de faturamento de R$ 5,63 bilhões, com avanço projetado de 6,2% em relação ao volume observado no ano passado. Em seguida, farmácias, perfumarias e lojas de cosméticos (R$ 3,02 bilhões) e estabelecimentos especializados na venda de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (R$ 1,85 bilhão) também devem responder por parcelas significativas das vendas.
Ranking
Regionalmente, São Paulo (R$ 4,77 bilhões), Minas Gerais (R$ 1,79 bilhão) e Rio de Janeiro (R$ 1,59 bilhão) devem concentrar 57% das vendas. Embora a maioria das 12 maiores unidades da Federação tendam a registrar avanços nos volumes de vendas locais, Espírito Santo (+5,6%), Goiás (+5,5%) e Distrito Federal (+5,1%) tendem a registrar variações acima da média, em virtude do maior dinamismo recentemente nessas unidades da Federação.
Com expectativas de ampliação real das vendas, a contratação de trabalhadores temporários para
atender à demanda sazonal neste ano deverá ser maior (29,73 mil) do que no ano passado (28,36 mil vagas).
Cerca de 5,9 mil temporários (20% do total) devem ser efetivados após a data – taxa inferior à do ano passado quando 29% dos temporários foram efetivados. Além da expectativa de crescimento menor das vendas ao longo de 2025, o ritmo de efetivação de trabalhadores tem, naturalmente, diminuído com as reposições de vagas ocorridas após o arrefecimento da crise sanitária de 2020.






