O Estado do Ceará está dando mais um passo estratégico para se inserir no mercado internacional de exportação de animais vivos. Em visita técnica a São Paulo, o secretário executivo do Agronegócio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE) do Ceará, Silvio Carlos Ribeiro, acompanhou de perto a operação de um Estabelecimento de Pré-Embarque (EPE) de bovinos que atualmente abriga mais de 16 mil animais destinados ao Iraque.
“Esse pré-embarque que estou visitando está com mais de 16 mil animais e vai para o Iraque. Estamos recebendo demanda para exportação de bovinos e de ovinos vivos pelo Porto do Pecém”, destacou Ribeiro.
A visita faz parte de uma articulação entre governo, setor produtivo e investidores para inserir o Ceará entre os principais polos exportadores de animais vivos do país, ampliando a atuação nacional, atualmente concentrada nos portos de São Paulo (São Sebastião), Rio Grande do Sul e Pará.
“Estamos aqui em São Paulo visitando uma empresa de pré-embarque de animais vivos, visando a exportação para diversos países. Fomos conhecer essa experiência de perto. Esses estabelecimentos são unidades onde os animais passam por quarentena antes de serem exportados”, explicou o secretário.
Ribeiro ressalta que o Ceará possui vantagens competitivas claras para entrar nesse mercado: uma localização geográfica estratégica no Atlântico, infraestrutura logística em expansão e um rebanho promissor, sobretudo no setor da ovinocaprinocultura — cadeia que, embora forte no estado, ainda carece de organização e estrutura.
A iniciativa se alinha ao programa de fortalecimento do agronegócio cearense, promovido pelo Governo do Estado em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC), Embrapa, universidades e outras instituições. O foco é estruturar desde a base produtiva até o acesso a mercados consumidores internacionais, especialmente aqueles que seguem o protocolo halal, exigido por países do Oriente Médio.
“O governador Elmano tem muito interesse no fortalecimento dessa cadeia. Estamos trabalhando para melhorar o rebanho, estruturar frigoríficos certificados e garantir acesso a mercados estratégicos como o mundo árabe”, reforçou Ribeiro.






