A Transnordestina Logística S.A. (TLSA) avalia a construção de pelo menos cinco portos secos ao longo da ferrovia Transnordestina, que está sendo implantada nos estados do Piauí, Pernambuco e Ceará. A informação foi confirmada por Tufi Daher Filho, presidente da TLSA, em entrevista ao Diário do Nordeste.
“Vamos ter um [porto seco] lá no Piauí, em Eliseu Martins. Vamos ter um grande terminal nosso próprio lá. Além do Pecém, vamos ter muito provavelmente em Trindade (PE), por causa do polo gesseiro. Estamos avaliando Missão Velha e Salgueiro (PE)… e provavelmente entre o Porto do Pecém e Iguatu, a gente deve ter mais um”, afirmou Tufi.
Um porto seco, apesar de afastado do litoral, tem estrutura semelhante à de portos marítimos, com serviços alfandegários e incentivos fiscais, sendo conectado geralmente a modais ferroviários ou rodoviários. No Ceará, o primeiro empreendimento já confirmado será em Quixeramobim, com previsão de R$ 1 bilhão em investimentos, geração de mais de 1,3 mil empregos e conclusão até 2027.
O Governo do Ceará estuda ainda a viabilidade de um segundo porto seco no Estado, em Missão Velha, enquanto Iguatu receberá um terminal intermodal voltado à distribuição de grãos, que não terá funções alfandegárias, mas promete iniciar operações já no fim de 2025.
Tufi destacou também os planos da TLSA para o Porto do Pecém, onde a empresa iniciará em 2026 a construção de um terminal próprio, com entrega prevista para o segundo semestre de 2027. “Estamos em conversas quase que semanais com o Porto do Pecém, integrando as nossas estruturas com as existentes”, disse.
As obras da Transnordestina seguem em ritmo acelerado, com trechos já concluídos entre a divisa do Ceará com Pernambuco até Acopiara. Até o fim do ano, os primeiros transportes devem começar em fase de testes, com foco em cargas como combustíveis, cimento e fertilizantes.






