As famílias brasileiras mudaram bastante nos últimos anos, e isso também vale para a relação com os animais de estimação. Essa relação mais próxima e afetuosa vem impulsionando o mercado pet, com tutores cada vez mais atentos à saúde, à alimentação e ao bem-estar dos seus animais de estimação. No Ceará, segundo dados do Instituto Pet Brasil, há 4,94 milhões de animais de estimação, o que coloca o Estado como um dos maiores mercados da região. Só no segmento de alimentação, o Ceará representa 3,2% do faturamento nacional, movimentando cerca de R$ 2,5 bilhões ao ano.
No Brasil, a projeção é de que o mercado pet fature R$ 78 bilhões em 2025, um crescimento de 3,5% em relação a 2024. “Nosso setor é robusto, mas precisamos de um ambiente mais competitivo para as empresas e mais atraente para o consumidor final. As empresas precisam de incentivos como a redução da carga tributária, para produzir mais e oferecer preços mais atraentes”, afirma José Edson Galvão de França, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). De acordo com o Instituto Pet Brasil, se houver redução da carga tributária e incentivo à cadeia produtiva, o setor pode alavancar a produção industrial de pet food para até 9 milhões de toneladas anuais.
Mercado
A alimentação continua liderando: representa 53,3% do faturamento do setor. Em seguida, vêm a venda de animais (10,9%) e medicamentos (10,5%). A boa notícia é que os serviços cresceram 7,7%, indicando uma mudança de comportamento entre os tutores, cada vez mais atentos ao bem-estar dos pets. E é justamente esse cuidado que a Petz, uma das maiores redes de pet shops do Brasil, tem buscado oferecer. No Ceará desde 2019, a empresa conta hoje com cinco unidades em Fortaleza. “Estamos muito satisfeitos com a aceitação da nossa marca no Nordeste. Em Fortaleza, nossas lojas oferecem tudo: hospital 24 horas, banho e tosa, parque pet e mais de 12 mil itens”, explica Rodrigo Fernandes Cruz, vice-presidente de Varejo e Comercial da Petz. Segundo ele, a categoria mais forte é a de alimentação.
Mas não para por aí: “Observamos também uma crescente preocupação dos tutores com a saúde e a longevidade dos pets. Assim, categorias como suplementos, antipulgas e brinquedos têm apresentado um desempenho bastante satisfatório, pois contribuem para a saúde, o bem-estar e até mesmo para a melhora da interação dos pets com seus tutores e sua socialização no ambiente”, complementa. Para Felipe Barros de Oliveira, técnico em Radiologia, tutor de duas cadelas, “Sansa”, uma golden retriever, e “Fiona”, uma chow-chow, o mercado está mais atento às necessidades dos pets.
“Quando tive meu primeiro cachorro, os pet shops se limitavam mais à venda de ração e alguns medicamentos. Hoje em dia, você encontra uma gama variada de produtos e serviços destinados a pets. Brinquedos, roupas e acessórios personalizados, com alimentação natural. Tudo isso com muita praticidade e tecnologia”, conta.
Felipe diz que todo esse desenvolvimento do setor contribui para melhores experiências e, assim, dá uma vida melhor a eles. Além disso, ele destaca que prioriza sempre participar do dia a dia com os animais de estimação.
“Eu costumo comprar acessórios de beleza, pois tenho duas cadelas, suplementos, brinquedos, petiscos, alimentação e banho e tosa. Procuro sempre a praticidade de aplicativos”, comenta. Já Elso Carvalho, engenheiro civil e tutor da labradora “Lila” e do border collie “Chico”, ressalta como a inovação no mercado pet tem contribuído para melhorar o bem-estar dos animais.
“O mercado tem apresentado soluções mais adequadas para o conforto e comodidade de quem tem pets. Além de linhas personalizadas e produtos que ajudam no cuidado diário, o atendimento oferecido nos estabelecimentos traz maior aproximação e empatia com os tutores de pets”, pontua Elso.






