A Serra da Ibiapaba, principal polo agrícola da unidade federativa, recebe nos dias 23 e 24 de outubro o Coalizão Agro Ibiapaba, encontro que reunirá produtores, especialistas, empresas e gestores públicos para discutir segurança hídrica, tecnologia, energia e acesso a mercados, com foco no fortalecimento das cadeias de flores e hortifruti.
A região concentra números expressivos do agronegócio cearense. São Bendito, por exemplo, é o município que mais produziu batata-doce no Brasil em 2024, com 107 mil toneladas colhidas. Para Carlos Matos, CEO da Sallto Empresarial e idealizador do Coalizão Agro, a Serra reúne condições únicas para competir em nível global. “O Ceará viveu uma transformação nos últimos 25 anos, com o cultivo protegido e o fortalecimento dos agropolos. A Serra da Ibiapaba tem um clima por excelência, comparado ao da Holanda, e reúne potencial para se tornar exportadora de hortaliças e flores”, afirma.
A floricultura, setor emblemático da região, é liderada pela Reijers, maior produtora de flores em estufa do Brasil, responsável por 5 milhões de vasos e 50 milhões de hastes anuais. Segundo o CEO Roberto Reijers, o clima e a localização estratégica permitem expandir a produção e reduzir custos. “Projetamos crescimento de 30% em 2025, apostando em novas variedades e na proximidade com o consumidor”, avalia o empresário.
Para que um novo ciclo de desenvolvimento seja consolidado, Matos defende investimentos em água, energia, tecnologia e acesso a mercados. “Não é possível termos produtores que colhem 4 kg de tomate por pé e outros que chegam a 17 kg. Precisamos de novos modelos de negócio que viabilizem esse salto de produtividade”, destaca.
A produção cearense já responde pela produção de 200 mil toneladas de tomate por ano, grande parte cultivada em Guaraciaba do Norte, Tianguá e São Benedito. O prefeito de São Benedito, Saul Maciel, reforça a relevância da iniciativa do Coalizão Agro. “Nos orgulhamos em ser referência na produção de batata-doce, hortaliças e flores. O Coalizão Agro fortalece a posição da Ibiapaba como motor do agronegócio cearense”, afirma.






