O Ibovespa bateu na última sexta-feira (31/10) o quinto recorde seguido. O principal índice da Bolsa brasileira (B3) fechou em alta de 0,51%, aos 149.540,43 pontos. Na véspera, havia alcançado 148.780,22 pontos. O dólar, por sua vez, registrou leve queda de 0,01% em relação ao real, cotado a R$ 5,37 para compra. Como foi pequena, a variação indicou estabilidade da moeda americana.
Nesta semana, os mercados de ações e câmbio valeram-se do alívio de diversos pontos de tensão que pressionaram a economia global havia várias semanas. Num deles, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) confirmou, na última quarta-feira (29/10), a redução da taxa de juros do país em 0,25 ponto percentual, que passou para o intervalo entre 3,75% e 4,00%.
O corte era amplamente esperado pelo mercado. E seu efeito no câmbio e nas ações só não foi maior por causa de declarações dadas pelo presidente do Fed, Jerome Powell, logo após o anúncio da queda. Ele esfriou os ânimos de quem espera mais uma redução da taxa, em dezembro.
Acordos comerciais
As desavenças comerciais entre Estados Unidos e China, outro entrave global, também foram atenuadas, embora não resolvidas, em reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e o chinês, Xi Jinping, na Coreia do Sul, na última quinta-feira. O encontro entre Trump e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, no último domingo (26/10), também animou o mercado, que passou a apostar num acordo entre os dois países em torno das tarifas impostas pelos americanos sobre os produtos brasileiros.
Desemprego
Nesta última sexta-feira, os investidores também acompanharam a divulgação de dados sobre o mercado de trabalho no Brasil. A taxa de desemprego ficou em 5,6% no trimestre encerrado em setembro. O resultado foi o menor nível da série histórica do indicador, iniciada em 2012, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A informação confirma a leitura feita pelo Banco Central (BC) de um mercado de trabalho aquecido, algo que pode reduzir o espaço para cortes na taxa básica de juros, a Selic, no início de 2026.
Ibovespa
No Ibovespa, pesou o bom desempenho das ações da Vale, que subiam 1,50% no meio da tarde, depois que a empresa reportou lucro líquido de R$ 14,6 bilhões no terceiro trimestre, uma alta de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os papéis da mineradora têm o maior peso no índice da B3.
Na avaliação da corretora Ativa, os destaques negativos do pregão foram as ações da Marcopolo, que chegaram a recuar 6,46%, seguidas pelas da Telefônica Brasil, com baixa de 3,46%. As quedas ocorreram depois da divulgação do balanço do terceiro trimestre das duas companhias.
Tecnologia em alta
Em Nova York, os índices voltaram a operar no azul nesta última sexta-feira, depois de queda generalizada na véspera. A Apple reportou elevação da receita anual de 8%. O lucro por ação foi de US$ 1,85, ante projeção do mercado de US$ 1,76. A Amazon também superou as estimativas de lucro no terceiro trimestre. Ela registrou ganhos líquidos de US$ 14,9 bilhões, num avanço de 24% sobre o mesmo período de 2024. Com isso, as ações da empresa chegaram a disparar 12%.






