O “vem aí” de Magda Chambriard, presidente da Petrobras (PETR4), chegou. Na última quinta-feira (28), a companhia anunciou reajuste nos preços da gasolina.
Em meados de maio, a executiva já tinha afirmado que o ajuste aconteceria, mas não havia dito quando. Na época, o comunicado veio em meio à escalada dos preços internacionais do petróleo, como um reflexo da intensificação na Guerra do Irã.
Como o petróleo é uma commodity global, a Petrobras fica em uma posição altamente volátil ao mercado externo.
No entanto, no dia 20 de maio, a estatal aderiu a subvenção econômica instituída pela Medida Provisória nº 1.358, estabelecendo uma política comercial com o governo que evita o repasse integral da alta do petróleo e da volatilidade internacional ao consumidor brasileiro.
Com isso, a decisão da Petrobras foi de implementar, a partir do dia 29 de maio, um ajuste nos seus preços de venda de gasolina tipo A para os distribuidores de R$ 0,48 por litro, com um desconto de R$ 0,44 por litro, devido à subvenção.
Reajuste esperado, mas é uma boa notícia?
O mercado já aguardava o movimento da Petrobras (PETR4) em relação aos preços da gasolina. Mas a revelação, principalmente para os clientes da petroleira, foi positiva, já que os preços permanecerão praticamente estáveis.
Na prática, para as distribuidoras, o preço médio da gasolina tipo A passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, representando um aumento de R$ 0,04 por litro.
Agora, no caso do brasileiro que precisa abastecer seu veículo e consome a gasolina tipo C, vendida nos postos e obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, o preço final passará dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro.
Portanto, um aumento de no máximo R$ 0,03 a cada litro de gasolina C.
Em relatório recente publicado na Série de Dividendos do Empiricus+, analistas escreveram que “essa engenharia foi a solução encontrada pelo governo para permitir à Petrobras vender seus combustíveis com preços mais alinhados à paridade internacional, com impactos reduzidos para o consumidor final”.
Além disso, para os analistas, embora essa estratégia não seja o método ideal, ela revela um ponto importante nos bastidores: a medida indica que o governo tem buscado interferir menos na política de precificação da companhia, o que reduz preocupações com possíveis intervenções, mesmo em ano eleitoral.
E é justamente esse tipo análise, muitas vezes fora do radar, que te ajuda a entender melhor os movimentos no mercado e tomar melhores decisões nos seus investimentos, incluindo se vale ou não a pena investir em Petrobras (PETR4).
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