A Micron Technology (MUTC34), a Aura Minerals (AURA33) e a Nvidia (NVDC34) lideraram o ranking dos BDRs mais negociados na B3 em junho de 2026. Os dados fazem parte de um levantamento do DataWise+, plataforma de informações da bolsa brasileira.
A principal novidade do mês ficou por conta da SpaceX (SPCX34). O BDR da companhia alcançou a quarta posição do ranking, apesar de ter começado a ser negociado apenas em 12 de junho.
Em 13 pregões, o ativo da empresa de tecnologia espacial movimentou R$ 1,8 bilhão. Dessa forma, a SpaceX ficou à frente de companhias conhecidas entre os investidores brasileiros, como JBS, Nu Holdings, Inter, Amazon, Tesla e XP.
O ranking considera o volume financeiro total movimentado na ponta compradora. Para isso, o levantamento calcula o preço e a quantidade de papéis adquiridos pelos investidores durante o período.
Tecnologia e mineração lideram o ranking mensal
A Micron Technology ficou na primeira posição entre os BDRs mais negociados em junho. A companhia atua no mercado de semicondutores e produz componentes de memória utilizados em computadores, smartphones, servidores e sistemas de inteligência artificial.
Na sequência, a mineradora Aura Minerals ocupou o segundo lugar. Já a Nvidia, uma das principais fabricantes de chips para inteligência artificial do mundo, apareceu na terceira colocação.
A partir da quinta posição, o ranking reuniu empresas de diferentes setores. A JBS (JBSS32) ficou em quinto lugar, seguida por Nu Holdings (ROXO34), Inter (INBR32), Amazon (AMZO34), Tesla (TSLA34) e XP (XPBR31).
Assim, a lista mensal mostrou a diversidade de setores que os investidores brasileiros podem acessar por meio dos BDRs. Além das fabricantes de semicondutores, o ranking incluiu companhias de mineração, alimentos, serviços financeiros, comércio eletrônico, computação em nuvem, veículos elétricos e energia.
Confira os BDRs mais negociados na B3 em junho:
- Micron Technology (MUTC34);
- Aura Minerals (AURA33);
- Nvidia (NVDC34);
- SpaceX (SPCX34);
- JBS (JBSS32);
- Nu Holdings (ROXO34);
- Inter (INBR32);
- Amazon (AMZO34);
- Tesla (TSLA34);
- XP (XPBR31).
Aura Minerals lidera ranking do primeiro semestre
No acumulado dos primeiros seis meses de 2026, a Aura Minerals liderou a negociação de BDRs na B3. Em seguida, apareceram JBS e Inter, que completaram as três primeiras posições.
A Nu Holdings ficou em quarto lugar, enquanto a Nvidia encerrou o grupo dos cinco ativos com maior volume financeiro no período.
Além disso, XP, Mercado Livre, Tesla, Micron Technology e Amazon ocuparam as demais posições do ranking semestral. A lista mostra que os investidores não concentraram as negociações apenas nas grandes empresas norte-americanas de tecnologia.
Companhias com operações ou forte ligação com o mercado brasileiro e latino-americano, como Aura Minerals, JBS, Inter, Nu Holdings, XP e Mercado Livre, também ganharam espaço entre os ativos mais negociados.
Confira o ranking do primeiro semestre:
- Aura Minerals (AURA33);
- JBS (JBSS32);
- Inter (INBR32);
- Nu Holdings (ROXO34);
- Nvidia (NVDC34);
- XP (XPBR31);
- Mercado Livre (MELI34);
- Tesla (TSLA34);
- Micron Technology (MUTC34);
- Amazon (AMZO34).
O que são BDRs?
BDR é a sigla para Brazilian Depositary Receipt. Na prática, o produto funciona como um certificado negociado no Brasil que representa um valor mobiliário emitido no exterior.
Dessa maneira, o investidor pode acessar empresas internacionais por meio da bolsa brasileira. As negociações ocorrem em reais e seguem a estrutura regulada da B3.
Para investir, o interessado precisa ter conta em uma corretora ou instituição financeira habilitada. Depois, basta procurar o código do BDR no home broker ou na plataforma de investimentos e enviar a ordem de compra.
O processo se aproxima da compra de ações brasileiras e fundos de índice, conhecidos como ETFs. Portanto, o investidor não precisa abrir uma conta no exterior, comprar dólares diretamente ou realizar uma remessa internacional.
Apesar da facilidade, os BDRs envolvem riscos. O preço pode variar conforme o desempenho do ativo no exterior, a oscilação do câmbio e a volatilidade dos mercados internacionais. Por isso, o investidor deve avaliar seus objetivos, o prazo da aplicação e a tolerância ao risco antes de tomar uma decisão.






