A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (PNCBA), realizada pelo DIEESE em 17 capitais do Brasil, mostrou um aumento no preço da cesta básica em todas as regiões em 2024. Em Fortaleza, o custo subiu 6,88% durante o ano, atingindo R$ 673,77 em dezembro.
Em 12 meses, a tendência para todos os produtos da cesta básica foi de elevação de preços, consequência da instabilidade climática, da demanda externa e do real desvalorizado em relação ao dólar. Seis itens apresentaram alta nos preços em todas as capitais: carne ovina de primeira, leite integral, arroz agulhinha, café em pó, banana e óleo de soja. O pão francês e a manteiga encareceram na maior parte das localidades pesquisadas. O valor médio do açúcar – cristal e refinado – subiu em nove capitais e diminuiu em sete.
Entre dezembro de 2023 e o mesmo mês de 2024, batata, feijão, farinha de mandioca, trigo e tomate foram os itens que, com mais frequência, apresentaram redução de preço médio nas capitais analisadas.
Salário
Com base na cesta mais cara, que, em dezembro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação,moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.
Em dezembro de 2024, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 7.067,68 ou 5,01 vezes o mínimo de R$ 1.412,00. Em novembro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 6.959,31 ou 4,93 vezes o piso vigente. Em dezembro de 2023, ficou em R$ 6.439,62, ou 4,88 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 1.320,00.
Em Fortaleza
Em dezembro de 2024, a inflação dos 12 produtos que constituem a cesta básica em Fortaleza foi de 1,48%. O aumento nos preços de sete desses produtos resultou na necessidade de um trabalhador gastar R$ 673,77 para comprar as quantidades estipuladas para a cesta. Maria do Rosário, que é dona de casa, comenta ter percebido uma elevação, especialmente no preço da carne. “Para quem vive com um salário mínimo, a carne bovina se torna inviável”, explica.






