Entre janeiro e outubro de 2024, o mercado imobiliário de Fortaleza e Região Metropolitana apresentou um aumento de 25% no volume de vendas de imóveis verticais e horizontais em comparação ao mesmo período de 2023. O Valor Geral de Vendas (VGV) atingiu a marca de R$ 6,2 bilhões, um crescimento de 27%, configurando o melhor resultado anual desde 2006. As informações foram divulgadas ontem (29), pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Ceará (Sinduscon-CE), por meio da sua Comissão de Pesquisa (CPES).
De acordo com Sérgio Macedo, diretor de estatística do Sinduscon Ceará, o expressivo desempenho se deve, sobretudo, à estratégia das construtoras em relação aos lançamentos. “Consideramos este o melhor ano da história. Apesar do forte volume de vendas, as construtoras demonstraram consciência nos lançamentos. Tivemos uma redução nesse aspecto, mas vendemos muito mais do que em 2023. O estoque foi reduzido, a velocidade de vendas foi altíssima e o VGV atingiu um recorde”, destacou.
O levantamento analisou os resultados das cidades de Fortaleza, Aquiraz, Caucaia, Eusébio e Maracanaú, com Caucaia sendo a maior surpresa da pesquisa. “Foram vendidas quase 2 mil unidades no período, e acreditamos que esse número será superado até o final do ano. Esse resultado é significativo, considerando que Fortaleza, por exemplo, vendeu 2,4 mil unidades no ano. Caucaia praticamente alcançou o nível da capital”, ressaltou Macedo.
Em Fortaleza, as vendas de apartamentos cresceram 20% até novembro de 2024, com 7.527 unidades comercializadas, frente a 6.285 no mesmo período de 2023. Já na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), o crescimento foi ainda mais expressivo, alcançando 46%, com 3.385 unidades vendidas em comparação às 2.322 de 2023.
Perspectivas para 2025
Sérgio Macedo projeta que o volume de vendas continuará elevado no próximo ano. “Estamos em um novo patamar de vendas. A expectativa é de que 2025 mantenha um ritmo muito forte. No entanto, isso dependerá do comportamento da taxa Selic. Se houver aumento, é provável que 2025 tenha um desempenho inferior ao de 2024. Precisamos que o governo atue para manter as condições favoráveis ao mercado”, concluiu.






