A Meta firmou um acordo de “dezenas de bilhões de dólares” com a AMD para a compra de chips de inteligência artificial customizados ao longo dos próximos cinco anos e recebeu garantias para adquirir até 160 milhões de ações da fabricante, movimento que pode transformá-la em acionista majoritária da companhia.
O acordo prevê a implantação de 6 gigawatts em equipamentos de data center com processadores da AMD, em um contrato que começa no segundo semestre de 2026.
Segundo a CEO da AMD, Lisa Su, cada gigawatt representa transações de dezenas de bilhões de dólares, em um dos maiores compromissos já firmados no setor de infraestrutura de IA.
Como parte da estrutura, a Meta recebeu warrants atrelados a metas de desempenho do projeto e do preço das ações da AMD. Parte das garantias só poderá ser exercida caso o papel atinja US$ 600. Na segunda-feira, a ação fechou a US$ 196,60.
Corrida bilionária por poder computacional
O movimento reforça a estratégia do CEO Mark Zuckerberg de acelerar investimentos em inteligência artificial. A empresa planeja construir dezenas de gigawatts de capacidade nesta década e ampliar significativamente sua infraestrutura de computação.
A parceria também representa uma vitória estratégica da AMD na disputa com a Nvidia pelo mercado de aceleradores de IA. A Meta continuará comprando chips da Nvidia, mas passará a ter componentes customizados da AMD, incluindo versões adaptadas do novo acelerador MI450.
As ações da AMD subiram até 15% no pré-mercado em Nova York após o anúncio, enquanto os papéis da Meta avançavam cerca de 0,6%.
Impacto potencial nas receitas
A Meta já é a segunda maior cliente da AMD. A fabricante registrou US$ 34,6 bilhões em vendas no ano passado e projeta crescimento de 34% na receita neste ano. A adição de até US$ 10 bilhões em vendas extras pode acelerar os esforços da empresa para reduzir a distância em relação à Nvidia.
Apesar do forte avanço das ações em 2025, investidores vinham demonstrando cautela quanto ao ritmo de expansão do mercado de IA.
O novo acordo, no entanto, sinaliza que os grandes grupos de tecnologia seguem dispostos a ampliar gastos para garantir vantagem competitiva na corrida por infraestrutura de inteligência artificial






