• Nordeste
  • Meu Dinheiro
  • Economia
  • Investimentos
    • Brasil
    • Exterior
  • Cripto
  • Negócios
  • ESG
  • LOJA
domingo, 8 de novembro de 2026
Nordeste Investing
Sem resultados
Ver todos os resultados
Nordeste Investing
Sem resultados
Ver todos os resultados
Nordeste Investing
Sem resultados
Ver todos os resultados
Início Meu Dinheiro

A parceria entre fintechs e bancos inova com Drex, Inteligência Artificial e criptografia pós-quântica

Carla Santiago por Carla Santiago
24 de março de 2025
em Meu Dinheiro
A parceria entre fintechs e bancos inova com Drex, Inteligência Artificial e criptografia pós-quântica

Fonte: Divulgação

75
compartilhamentos
1.3k
visualizações

Impulsionada por fintechs e novas tecnologias, a inovação financeira caminha a passos largos no Brasil.

Se antes o sistema financeiro era sinônimo de concentração de poder e hegemonia na distribuição de produtos e serviços, a descentralização e o aparecimento de novos representantes exibe, a cada dia, uma nova configuração que se instala no país.

Essa inovação, em curso há pelo menos duas décadas, reconfigura a estruturação do sistema financeiro e de pagamentos do Brasil.

Capitaneada pelo Banco Central (BC), a transformação resulta em uma série de normativas e reformas que favorecem a implementação de novos modelos de negócio e o surgimento massivo de pequenas empresas dispostas a brigar por espaço — e pela atenção dos consumidores.

Prova disso está na popularização das alianças entre grandes instituições financeiras e startups do setor, as chamadas fintechs.

Juntos, bancos e fintechs expandem seus portfólios, e, em parceria, lançam ao mercado soluções que têm cooperado para a criação e popularização de novos modelos de crédito e serviços financeiros no país.

A busca é por diferenciais competitivos, avalia Alexandre Uehara, especialista em inovação financeira, tecnologia e fintechs e ex-membro da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

“No passado, o surgimento dessas empresas era visto como uma ameaça. Hoje, é uma oportunidade e existe uma percepção mútua dos benefícios para ambos os lados”, diz.

No Inter, plataforma financeira e primeiro banco a migrar para a nuvem, ainda em 2016, a inovação no sistema financeiro virou assunto de ordem.

Por lá, uma área exclusiva se dedica à pesquisa e desenvolvimento de novas soluções com potencial de impactar o futuro do mercado no país.

Criada no embalo do lançamento do Pix, em 2020, a área embasa os novos lançamentos do banco. Entre elas está o Drex, moeda digital proposta pelo Banco Central e que tem levado instituições a repensar a tokenização de ativos no curto prazo.

Para além do papel de executor, com testes e casos de uso, o banco também tem buscado colaborar de forma ativa com o desenvolvimento da tecnologia, afirma Bruno Grossi, gerente de Tecnologias Emergentes no Inter — e líder do projeto Drex na companhia.

“Nosso papel aqui é buscar novas tecnologias que vão impactar o mercado financeiro nos próximos cinco a dez anos”, diz.

Acelerar essa curva de aprendizado e adoção depende, em boa medida, da estruturação de parcerias.

Pensando nisso, o banco se uniu à Universidade de São Paulo (USP), Fundação Getulio Vargas (FGV) e Microsoft, em 2024, nos estudos sobre a aplicação de criptografia pós-quântica ao Drex, tipo de proteção resistente também a ataques na computação quântica, campo considerado a nova fronteira da ciência computacional.

De olho na lista de tecnologias que vão impactar o mercado financeiro no futuro, o Inter já mira em temas como blockchain, inteligência artificial (IA) e computação quântica.

“A própria IA é algo difuso aqui no Inter. Muitas áreas já se apropriaram dela, antes mesmo de ter virado moda”, diz Grossi.

Segundo ele, o departamento está dedicado a encontrar maneiras de utilizar a IA generativa de forma avançada, e que não esteja “sendo usada por outros bancos”.

Além dos estudos de caso, o Inter também tem apostado na aproximação com startups para encurtar a jornada rumo ao avanço tecnológico. O banco tem parceria contínua com o Orbi Conecta, hub de aceleração de startups, e assim se conecta a pequenas empresas e fintechs de todo o Brasil.

No caso do Drex, as alianças também extrapolam os limites nacionais. O Inter aliou-se à startup americana Chainlink, que desenvolve uma plataforma descentralizada para operações financeiras.

O intuito é conectar transações nacionais a uma rede descentralizada lastreada em blockchain. Um projeto piloto está sendo testado para a venda de commodities nacionais.

A PagBrasil, empresa brasileira de pagamento digitais e tecnologia, também olha para fora ao buscar parceiros que possam cooperar para que o país seja pioneiro em inovação no mercado financeiro, e para isso, tem apostado na exportação de um diferencial brasileiro nesta frente: o Pix.

A empresa tem parceria com instituições financeiras de outros países dispostas a processar pagamentos em Pix para usuários que estejam de passagem pelo Brasil.

A tecnologia, chamada de Pix internacional (ou Pix Roaming) permite que turistas e estrangeiros que possuam contas em bancos gringos possam adaptar a tecnologia brasileira de pagamentos instantâneos.

Até o momento, a PagBrasil se integra aos europeus Wipay, Eupago e Paybyrd e também a instituições como Bancard, do Paraguai; Plexo, no Uruguai, e B89 e Ligo, no Peru.

Segundo Ralf Germer, co-CEO da PagBrasil, a associação com grandes instituições financeiras traz vantagens competitivas para os dois lados.

“Nenhuma instituição consegue olhar para todos os setores para entregar inovação com excelência. Não é algo que se desenvolve do dia para a noite, é algo contínuo e as fintechs e empresas de tecnologia podem ajudar”, diz.

“Não somos concorrentes dos bancos. Somos um aliado com tecnologia em áreas em que eles não conseguem atender.”

A PagBrasil também é responsável por processar os pagamentos em Pix para os bancos Bradesco, Itaú e BTG Pactual na Shopify, uma das maiores plataformas de e-commerce do mundo, o que endossa o discurso de que grandes players também precisam se apropriar de tecnologias oriundas de parceiros de menor porte para enriquecer seu cardápio de produtos e serviços.

“É uma relação de ganha-ganha”, avalia Uehara. Para ele, se de um lado as grandes empresas entendem que precisam de atalhos para inovar e superar certas burocracias, de outro, as fintechs se apropriam dessas alianças para driblar barreiras comuns a empresas pequenas, como conquista de novos clientes e a entrada no mercado.

Por outro lado, essas alianças são uma maneira de ser mais assertivo no atendimento qualitativo, algo pouco comum a grandes bancos, que estão focados em volume e quantidade, complementa Alex Hoffmann, co-CEO da PagBrasil.

O que vem pela frente

Em tom uníssono, os especialistas concordam que a inovação no sistema financeiro no país continuará tendo como ponto de partida a evolução de tendências já em curso, como a inteligência artificial, a tokenização de ativos e, em uma perspectiva futura, o avanço do Open Finance.

No que diz respeito à IA, o foco estará no amadurecimento regulatório e no uso da tecnologia para personificar a jornada do cliente.

“A personalização na oferta de produtos e serviços é o que trará um diferencial para bancos e fintechs. Trata-se de oferecer uma experiência personalizada, mas com escala”, diz Uehara.

No Inter, a tecnologia tem sido usada por diversos setores, com foco em ganho de produtividade.

“Acreditamos que nos próximos cinco anos, assim como a computação quântica, esse será um tema prioritário para a indústria”, diz Grossi.

Já em relação às parcerias entre instituições, Uehara destaca que há a probabilidade de que alianças sejam estendidas para além das limitações do mercado financeiro, conectando empresas de diferentes indústrias.

“Pense em uma empresa do varejo se unindo a um grande banco. Ou um grande banco se tornando parceiro de uma empresa de energia que busca inovação. São contribuições que podem, inclusive, extrapolar a indústria financeira, o que enriquece ainda mais o potencial de inovação”, diz.

Tags: dinheironegócios

Posts Relacionados

Nem pânico, nem milagre: gestor de grandes fortunas orienta sobre investimentos no governo Lula 4

por Carla Santiago
7 de novembro de 2026
0
Nem pânico, nem milagre: gestor de grandes fortunas orienta sobre investimentos no governo Lula 4

O cenário de juros elevados no Brasil testa o investidor a manter uma posição confortável na renda fixa. Afinal, com...

Ler maisDetails

Com menus acima dos R$ 1,7 mil, dois restaurantes brasileiros estão entre os melhores do mundo no 50 Best; veja quanto custam

por Carla Santiago
6 de novembro de 2026
0
Com menus acima dos R$ 1,7 mil, dois restaurantes brasileiros estão entre os melhores do mundo no 50 Best; veja quanto custam

Conhecer os dois restaurantes brasileiros que figuram entre os melhores do mundo exige um orçamento de pelo menos R$ 1,6...

Ler maisDetails

Não dá para controlar os juros, mas dá para defender a empresa: a sugestão de Roberto Sallouti, CEO do BTG, para o empreendedor

por Carla Santiago
5 de novembro de 2026
0
Não dá para controlar os juros, mas dá para defender a empresa: a sugestão de Roberto Sallouti, CEO do BTG, para o empreendedor

Em um cenário marcado por juros elevados, incertezas fiscais e transformações na economia global, o empresário não consegue controlar todas...

Ler maisDetails

Nem Zurique, nem Amsterdã: a cidade mais segura para visitar em 2027 é…

por Carla Santiago
4 de novembro de 2026
0
Nem Zurique, nem Amsterdã: a cidade mais segura para visitar em 2027 é…

Montreal, no Canadá, desbancou Reykjavik, na Islândia, e assumiu o primeiro lugar no ranking das cidades mais seguras do mundo...

Ler maisDetails

De acordo com um estudo do Fed de San Francisco, El Niño representa um “risco significativo” de elevação da inflação em 2027

por Carla Santiago
3 de novembro de 2026
0
De acordo com um estudo do Fed de San Francisco, El Niño representa um “risco significativo” de elevação da inflação em 2027

O fenômeno climático El Niño, que pode causar um aumento recorde nas temperaturas oceânicas nos próximos meses, representa um “risco...

Ler maisDetails

O Casamento Vermelho dos mercados: como lidar com os fundos imobiliários (FIIs) após as eleições

por Carla Santiago
2 de novembro de 2026
0
O Casamento Vermelho dos mercados: como lidar com os fundos imobiliários (FIIs) após as eleições

O mercado financeiro brasileiro chegou às eleições de 2026 em clima de otimismo. A queda dos juros futuros e a...

Ler maisDetails
Ver mais

Posts Recentes

  • Seis cidades cearenses com mais de R$ 50 milhões em compras pela internet registram aumento de até 50% no faturamento
  • Nem pânico, nem milagre: gestor de grandes fortunas orienta sobre investimentos no governo Lula 4
  • Nvidia pode enfrentar uma Washington mais adversa após as eleições: relatório

Navegue por Categoria

  • Brasil
  • Cripto
  • Economia
  • ESG
  • Exterior
  • FII
  • Investimentos
  • Meu Dinheiro
  • Negócios
  • Nordeste
  • Nordeste Investing
  • Seja um Investidor

Receba nossas novidades no seu e-mail!

Se inscrevendo, você concorda com as nossas políticas de privacidade e nossos termos de serviço.

O Nordeste Investing preza a qualidade da informação e atesta a apuração de todo o conteúdo produzido por sua equipe, ressaltando, no entanto, que não faz qualquer tipo de recomendação de investimento, não se responsabilizando por perdas, danos (diretos, indiretos e incidentais), custos e lucros cessantes.

Contato

[email protected]

Notícias

  • Nordeste
  • Meu Dinheiro
  • Economia
  • Investimentos (Brasil)
  • Investimentos (Exterior)
  • Cripto
  • Negócios
  • ESG

Institucional

  • Sobre Nós
  • Aprenda
  • Políticas de Privacidade

© 2023 Nordeste Investing – Todos os direitos reservados.

 

IMPORTANTE: O portal Nordeste Investing (o “Portal”), sociedade limitada está registrada sob o CNPJ 53.942.232/0001-25.

O Nordeste Investing não é uma Corretora de Valores nem Casa de Análises. Nenhuma informação apresentada constitui uma recomendação do Nordeste Investing, publicamos matérias de cunho jornalístico, que visam a democratização da informação. Nossas publicações devem ser compreendidas como boletins anunciadores e divulgadores, e não como uma recomendação de investimento.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Nordeste
  • Meu Dinheiro
  • Economia
  • Investimentos
    • Brasil
    • Exterior
  • Seja um Investidor
  • Cripto
  • Negócios
  • ESG
  • Colunistas
  • Sobre nós
  • LOJA
Esse website utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Veja nossa Política de Cookies e Privacidade.