O crescimento do Pix aumentou a demanda por sistemas de segurança cada vez mais robustos. Nesse cenário, o Stark Bank afirma que desenvolveu uma infraestrutura própria para proteger as operações e garantir a continuidade dos serviços mesmo em períodos de alta demanda.
Segundo a instituição, a segurança está presente em todas as camadas do sistema e faz parte do próprio núcleo da tecnologia utilizada pelo banco. Dessa forma, a proteção não depende de soluções terceirizadas para funcionar.
De acordo com Ricardo A. Almeida, diretor de cibersegurança do Stark Bank, o sistema utiliza criptografia avançada tanto na transmissão quanto no armazenamento dos dados.
“A segurança do Pix é garantida desde a base. O processo de autenticação de API utiliza o ECDSA para geração de chaves assimétricas, complementado por TLS na transmissão e 2FA. O ECDSA é a mesma tecnologia usada por sistemas financeiros internacionais e criptomoedas. Isso assegura que todos os dados transacionados sejam protegidos de ponta a ponta”, afirmou.
Como funciona a proteção do Pix no Stark Bank?
O Stark Bank informa que adota o algoritmo ECDSA (Elliptic Curve Digital Signature Algorithm) para autenticação das operações. Além disso, a instituição combina a tecnologia com protocolos TLS para transmissão segura de dados e autenticação em dois fatores (2FA).
Segundo o banco, essa estrutura permite proteger informações sensíveis durante todo o processo de pagamento. A instituição também destaca que mantém criptografia nativa tanto para dados em trânsito quanto para informações armazenadas.
Além da proteção dos dados, o sistema conta com arquitetura baseada em nuvem, redundância de links e aplicações duplicadas. Assim, o banco busca evitar interrupções e garantir a disponibilidade do serviço.
Infraestrutura busca manter estabilidade mesmo em períodos de pico
O Stark Bank afirma que projetou sua estrutura para suportar grandes volumes de transações sem comprometer a velocidade ou a segurança.
Segundo Ricardo Almeida, a instituição mantém uma taxa elevada de disponibilidade e consegue sustentar a operação mesmo em momentos de forte demanda, como durante a Black Friday.
“O nosso Pix é um dos mais rápidos do mercado, com uma taxa de Service Level Agreement extremamente alta. Durante períodos de alta demanda, conseguimos manter a disponibilidade e velocidade do serviço sem comprometer a segurança”, disse.
O banco também informa que realiza testes internos frequentes de capacidade e desempenho. Além disso, revisa constantemente sua infraestrutura para preparar o sistema para situações de estresse ou eventuais crises operacionais.
Crescimento dos pagamentos instantâneos aumenta desafios de segurança
Os pagamentos em tempo real continuam ganhando espaço no sistema financeiro global. Segundo estudo da ACI Worldwide citado pelo Stark Bank, esse modelo já representa cerca de 20% das transações eletrônicas realizadas no mundo.
No Brasil, o avanço do Pix acelerou ainda mais essa tendência. Como resultado, instituições financeiras passaram a investir em tecnologias capazes de processar operações em larga escala sem abrir brechas para fraudes.
O Stark Bank destaca que a sofisticação crescente dos ataques cibernéticos exige medidas cada vez mais avançadas de proteção. Segundo dados mencionados pela instituição, os ataques direcionados a sistemas como o Pix teriam causado prejuízos superiores a R$ 1 bilhão em 2025.
Diante desse cenário, o banco defende que a segurança deve começar no núcleo da infraestrutura tecnológica, com mecanismos de proteção incorporados diretamente ao sistema responsável pelo processamento das transações.






