O Ibovespa opera em queda nesta última sexta-feira (27), pressionado pela aceleração da inflação no Brasil e pelo desempenho negativo dos mercados internacionais. Às 14h42, o principal índice da B3 recuava 0,97%, aos 189.157,21 pontos.
O movimento ocorre após a divulgação do IPCA-15, a prévia oficial da inflação medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador acelerou para 0,84% em fevereiro, depois de avançar 0,20% em janeiro, o que representa um aumento de 0,64 ponto percentual no mês.
Assim, no acumulado do ano, o índice soma 1,04%, enquanto a variação em 12 meses chega a 4,10%, abaixo dos 4,50% registrados no período anterior. Em fevereiro de 2025, o IPCA-15 havia marcado 1,23%.
No exterior, o cenário também pesa sobre os ativos de risco. As bolsas dos Estados Unidos recuam após a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI). Segundo o Bureau of Labor Statistics (BLS), o indicador subiu 0,5% em janeiro, acima do avanço de 0,2% registrado em novembro e em linha com dezembro (0,4%).
Em 12 meses, o PPI acumula alta de 2,9%. Dessa forma, o dado mostrou um contraste claro, com os preços de serviços em alta e recuo nos preços de bens.
Mercado brasileiro
Apesar do viés negativo do mercado, algumas ações destoam. Os papéis do Bradesco (BBDC4) avançam 2,34%, após o banco anunciar que levará seus negócios de saúde à bolsa por meio de um IPO reverso com a Odontoprev (ODPV3), operação que dará origem à Bradsaúde.
Além disso, entre os demais grandes bancos, o desempenho é negativo. As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) caem 2,33%, enquanto os papéis do Santander Brasil (SANB11) recuam 2,38%, acompanhando o movimento mais amplo de aversão ao risco no mercado.






